quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Inverno

Tive mais um ataque de choro. É assim desde aquela conversa. Não é todas as noites mas em algumas, como esta, quando o sono não vem e não sei porquê, foge-me o pensamento para aquele nós, que há tanto tempo não existe, rolam-me lágrimas pelo rosto e choro compulsivamente. Inconsequentemente, tristemente choro por ti, tu que não gostas de mim.

Uma hora e um quarto ao telefone. Se o Office demorou 15 a 20 minutos a instalar o resto do telefonema foi eu a criticar-te, a mandar-te abaixo, a pôr-te defeitos e tu a ouvires. Sim, argumentaste, sim calaste-te quando afirmei que era especial (és tão mau), discutiste até e mandaste-me calar para argumentares, para me dizeres que foi apenas uma paixão, para falares mais uma vez naquela tua vida que andas a correr atrás, tu, que afinal és um adolescente, tu que não sabes o que é amar. Eu sei e preferia não saber. Aquele telefonema levou-me àquele ponto onde já não estava há muito tempo, aquele tal ponto que, quando te vi há 15 dias na festa, me fez, sem pestanejar, fugir de ti. Não te quero, quero alguém melhor do que tu, bem melhor. Alguém que me faça voltar a agarrar a vida, essa minha vida que quero correr atrás, aquela tal vida onde, com a capacidade de fazer qualquer coisa, consiga fazer todas as coisas. Odeio-te. Não choro por ti, choro por mim que, feita parva está uma hora e um quarto ao telefone contigo. E continuo com a sensação de que tudo o que dizes é falso, é feito para me afastar, é feito para te defenderes do amor que sentes por mim e que te assusta. Pois, tu admitiste há tempos que tinhas medo de mim. No mesmo discurso em que disseste que, sem mim, estavas perdido. Pronto, consegui estancar as lágrimas, por hoje. Odeio-te, que é quase a mesma coisa que amar-te.

domingo, 9 de maio de 2010

Sabe Lá Bem (SLB)


Não escrevo aqui porque... porque não escrevendo não sofro tanto. De uma uma atitude e boa disposição, a mexer-me, sem pensar ou querer sequer pensar em ti, fui andando o meu caminho.

O filme do jornal (estou de novo despedida mas se calhar não...), a lua cheia, a copofonia, comover-me e chorar quando um homem entrou dentro de mim, uma paragem de digestão que me deitou por terra durante 3 dias, saber logo de seguida que andas por ai a foder, tal e qual como o adolescente que fazes questão de ser, porque ainda não tinhas sido. Ver-te, em tua casa, tu defendido pela presença do amigo comum.... tudo isto deitaram-me abaixo, roubaram-me energia e fé. Fujo paras as brincadeiras perigosas e toco-me até à exaustão.

Mas apenas perdi de vista o que está em vista. E tenho tido reencontros com pessoas que gosto, da minha área, e mais umas pequenas coisas. E a presidente preferida vai dar-me uma data. Tem de dar. E todo este sentimento que me traiu de novo por ti, vai passar.

Por isso mesmo é altura de um novo blog. Que não fale de nós, menos de mim, e mais das pessoas lindas que fazem parte da minha vida. Histórias minhas, é certo, mas com os outros.

Talvez volte aqui para uma recaída ou outra. Mas neste momento para além da vidinha pela frente, quero um amigo colorido. Apetece-me foder. Apetece-me sempre. Penso nunca te ter dito que não me apetecia. E acabei de descobrir que não dá com estranhos. Nem contigo que foges de mim como o Diabo da cruz. Tenho efeito em ti não tenho? Estou para aqui às 5 da manhã com uma insónia a pensar como te foder sem te dar hipótese de resistires.

Bom, já chega de ti. Hoje o Benfica sagrou-se campeão!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

humm

terça-feira, 20 de abril de 2010

Sem nós alguns

Fazes anos, hoje dia 21 de Abril. Trinta e cinco. Não te vou dar os parabéns nem por telefone, sms ou face. Quero-te bem, mas quero-te longe de mim, sem saberes de mim.

Boa a sensação de estar centrada em coisas que ando a fazer. Assusta-me sentir acelerar um pouco. Mas, há coisas feitas e ideias de coisas para fazer. Há um convite à espera. Há também um jornal à beira de ser arrasado pela cabra da editora (eles bem que merecem). Tenho de escolher o timing e tentar a sorte (direitos que me assistem) sem ondas. Dá-me x e nunca mais me vez ou vemo-nos em tribunal. Não quero tribunal, quero o meu e sair dali, mesmo que fique uns tempos sem um posto fixo. Há também a hipótese de me dizerem adeus amanhã. Mas, vistas bem as coisas, essa hipótese é uma constante.

Hoje conheci um construtor de violinos. Quero fazer um retrato dele. Para revista que é pra cima. E ainda o site. E o jornal que não pode falhar. E o documentário que irá mesmo para a frente. Tenho de trabalhar, ainda não li a informação. Não me chega o tempo - má gestão.

Mas, é verdade, já tenho médica de família. A que eu queria. E consulta marcada.

Amanhã, ou seja hoje, é dia de ir à revista que é pra cima e receber à noite os navios afundados.

Não há dinheiro, tenho 5 euros. Está-se bem, ou o melhor que se pode.

Parabéns Pedro Joel, há um ano deixaste a festa de anos em tua casa para dormir comigo. Foi há um ano. Tornou-se numa fotografia. Desde de que, claro, não te veja.

Hora de mudar a foto deste blog.

sábado, 17 de abril de 2010

madrugada

O sempre morto que nasce todos os dias esteve no palacete. O fotógrafo que é um querido, mas cospe no prato de onde come. O inesperado Bolas. Três textos, com boa companhia. Soft. Só destoa, neste quadro, o relógio. São 8h 36.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Aprovado


Meia hora de atraso, chuva. No problem, o sr presidente do conselho de administração estava mortinho por aparecer no jornal. Passagem pelo “já te ligo”. Banho em casa da mãe, máquina café, mochila vermelha, creeeeemmeeees a cheirar a morango, boa conversa, risada. Ambiente leve. Chuva. Um cigarrinho na fila da inspecção. Carta verde, 20 minutos com o querido amigo do fim do mundo, preso na própria vida mas giraço como sempre. Fiz questão de lho dizer mais do que uma vez. Sweet. Chuva. “O perfume” para o meu querido afilhado, a acompanhar com rebuçados para se manter doce, preservativos para sexo seguro. Sr. secretario de estado palrador compulsivo, a presidente da câmara preferida. Temos um segredo. Bolo negro. Chuva. Cor e saltos, e miúdas giras e pernas para o ar. A rolha de metal para o vinho. Chuva. Cansaço mas vou levar-lhe um cigarrinho para rir. Caracóis negros. Empadão de atum. As novidades dela. Três colares novos. Sweet, sweet. Cansaço,, três lugares para estacionar. E ainda o fotografo a pedir os textos. Percebi que o impressionei. E textos para o site da amiga dele.

Queijo de ovelha, chouriço, bolachinhas preferidas, broa, chá príncipe com uma rodela de gengibre a boiar. Feito na cafeteira nova que a mãe deu. Mais um cigarrinho. 170 km em piso molhado com pneus novos. Apetecia-me tocar mas não tenho forças. Foi um dia bom. É tão bonito o som da chuva a cair lá fora.

domingo, 11 de abril de 2010

Quanto mais estranho melhor



É sempre a assistir

É engraçado, não é? Enquanto andei a lamuriar-me por ti, fui fazendo coisas que não escrevi aqui. Histórias minhas, embrulhadas na vida dos outros, coisas boas.

Mas pronto, estou a fazer o luto de ti, concentrada em mim. Com desvios é certo, asneiras, mas obra feita, amizades cimentadas. Em duas semanas publiquei dois artigos num jornal nacional. Aguentei calada os sapos do emprego, a maldade. Tive a ajuda de amigos, entre eles o meu querido professor. Sinto-me bonita, a acreditar no amor, nas portas que vou abrir. Sim, com asneiras e desvios, mas vou lá, aquilo sítio que não sei onde é mas sei que é para lá que vou.

Hoje um amigo levou-me ao trabalho e a um jantar de outro amiga. Hoje publiquei um artigo sobre uma pessoa de quem gosto muito. Dois privilégios em um.

Estou tesa, não sei como vou arranjar o carro e tenho andado aí sem inspecção mas, se me deixar de lamúrias, sou rica tenho amigos e amigas, mesmo que elas se tenham baldado ao meu jantar de Sras. Gajas. Veio uma, foi quanto bastou.



quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quase lá



Lá passou a maratona do fecho. Com a histórias dos feriados da Páscoa as coisas ficaram arrumadas cedo. Não se falou mais do meu “despedimento”. Portei-me bem, dei a volta à questão, espero.

Fui finalmente tomar o tal chá com a minha presidente preferida. Foi ela quem tomou a iniciativa. Não fui à espera de nada mas, tal como suspeitava o professor querido, ela fez-me um convite. Uma avença para um trabalho sem horários, com tempo para me dedicar a outras projectos, como fez questão de referir, mais do que uma vez. Não é para já, mas a ser (e acredito que não esta senhora não fala da boca para fora) vai permitir-me largar o infernal jornal. Vamos ver, espero que sim. Talvez seja um passo determinante para mudar de vida

E ainda anda no ar o documentário com o tipo do mergulho que até me quer dar uma câmara para a mão. E vou continuar a bater a outras portas. E tenho mais projectos que não vou adiar mais. Não vou.

Os meus amigos continuam por perto. Ontem , o amigo de sempre fez-me vir em catadupa só com a língua. Comovi-me, há muito que um homem não me dava prazer, assim, a sentir o que eu estava a sentir. Assim, sem pestanejar.

Depois, pelo meio a nova vizinha que, sendo uma querida, me acaba por colocar em cenários de brincadeiras perigosas. Antes de ontem não resisti. Ontem estava com a cabeça feita em água, hoje estou com a angústia de escrever o artigo sobre a minha diva e ... outra vez bloqueada. Que merda! Que se passa? É medo? É ressaca da asneira?

Bom, já chega de auto comiseração. Vou escrever o artigo, vou escrever o artigo, vou escrever o artigo!

sexta-feira, 26 de março de 2010

dia 25



Muita, muita coisa tem acontecido. A repetição do esquema do jornal, os artigos para o I, tenho menos de 24 horas para entregar o primeiro sobre os velhotes que jogam no jardim, depois há o da minha linda diva, pelo meio o jornal, e o dinheiro que não pagam e o adorado professor que me socorre sempre.
Antes, o teu filme para levar o pistautira à monstrinha. Fui direita a tua casa à noite. Fizeste o teu ar de feliz e confiante e indiferente. És pequenino. Finalmente larguei-me de ti. Sim bebi uns copos antes e depois de te ver, dois dias de ressaca, e assim te exorcizei. Gosto de ti mas vou deixar de gostar, não quero uma não pessoa para mim. Quero um homem. Tu não és, duvido que venhas a ser. O mais provável é que sejas mais um dos que vivem um personagem politicamente correcto porque se assustam com a vida, com o desafio de viver.
Eu, com toda a minha emocionalidade e ingenuidade, sou uma pessoa a sério. E decidi levar-me a sério.
É tarde, estou cansada e com o artigo bloqueado. Tenho bebido umas cervejinhas. Mas em casa, para escoar o stress que, não obstante, tem andado controlado. Vou dormir, daqui um bocado é um novo dia e este será enorme. Bora lá.

PS: tirei-te do Face, perdeste o acesso à minha vida online.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Um dia

Escrevo na cama, são duas da manhã. Não tenho sono mas estou cansada. Acordei a horas de fazer o serviço do emprego. Ainda liguei ao pai que já sei que não está bem, ficou sem trabalho. Que merda! Segui com o dia. À hora de almoço pensei no teu silêncio e quase que te mandei uma mensagem a perguntar se não era digna da tua resposta. Mas não mandei, nem pensei mais em ti. Encontrei o amigo gay no café, que bom reencontrá-lo. Depois bebi outro café e eis que me ligas. Disseste que sim ao baby sitting mas no sábado, fora de tua casa. Falaste tranquilamente, descontraidamente, quase senti que estavas completamente esquecido de mim. Fiquei triste, achava que tinha de trabalhar no sábado, tinha de ver a agenda. Fiquei de te ligar. Cheguei a casa e liguei de imediato à amiga de sempre, via a agenda e, afinal, o programa de sábado é com ela, a ver o filme de animação para crianças que ela escreveu!!! Melhor programa não há. Liguei-te de volta. Gostaste do prgrama, disse que ia buscar o pistautira uma hora antes do filme e insististe que era melhor mais cedo para ter tempo de falar com ele. Até fiquei encabulada, pensei numa hora antes, precisamente para ter tempo com ele. Pensei até que que tinhas programa na tua vida mais cedo. Depois não pensei. Ficámos de nos coordenar melhor no sábado. Foi bom falar contigo assim, naturalmente. Depois fui buscar a minha diva para três horas de conversa profissional informal. Foi tão bom. E, só quando a deixei no metro, é que voltei em pensar em ti e no pistautira. Que bom. O que preciso mesmo é de trabalhar no que gosto e como diz a diva, tens mesmo de ir à luta e correr atrás do que queres fazer. Não me apeteceu fazer jantar mas fiz. Bebi um copo de vinho, fiquei com vontade de espairecer em vez de fazer os km que me irão dar o dinheiro que já não tenho. Fiquei tesa. Falei com o amigo que me faz sempre rir, deixou um talvez passe por ai. Pus uma foto de nós (o amigo e eu) a falarmos online que gerou um never ending comentários divertidos. Falei com a amiga produtora que também vai no sábado com o filhote. Que bom. Mais facebook, onde acabei de marcar um jantar de sras gajas. O amigo que me faz sempre rir veio apanhar-me para um copo aqui no bairro. Deu-me um búzio do mar. Sim, hoje foi um dia perfeito.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Não me apetece

Escrever sobre o jantar de onde fugiste antes de eu chegar. Sobre a comoção de ver o pistaurira ali, a pôr-se a jeito, para que lhe falasse. O turbilhão de emoções em que me deixaste, depois de perceber que foste aquele jantar para me ver e depois mudaste de ideias quando soubeste que eu estava a chegar. Sobre a cena da amiga actriz que não me entristeceu. Sobre a solidão dessa noite que se manteve um dia inteiro. Sobre o absoluto desprendimento dos artigos. Sobre a noite em que sonhei contigo e com o pistautira, a outra em que sonhei com vampiros. A solidão que me invade. E o surreal episódio da senhora, muito doente, que me bateu com o carro e depois chamou a policia porque afinal eu estava mal estacionada. Sobre o teu silêncio à mensagem de voz que te deixei a perguntar pelo baby sitting. Se não queres diz. És a 1ª imagem que de ti tive. Um puto simpático e inseguro. A única diferença é que, entretanto passei por ti, agora já tens auto-estima e fazes o ridículo bigode à cantiflas.
Ainda bem que te deixei de fazer broches muito antes de saber que, apesar de teres uma pila grande, não tens tomates.

sábado, 13 de março de 2010

Almôndegas com amor

Chegam a casa dele depois de uma praia ao pôr do sol. Ela quer cozinhar, dar-lhe um mimo a fechar o fim de semana perfeito.

Procura por entre as gavetas do congelador e tira uma embalagem de almôndegas. Senta-se na varanda a apreciar a brisa de uma noite quase de verão. Faz um gesto de cansaço, nota-se que está extenuada.

Ele senta-se a seu lado, finge que não percebe e faz conversa. “Porque não me deixas fazer o jantar e tu ficas aqui a falar comigo”?

Ela hesita mas acaba por anuir e liga o gravador. A música ecoa pela varanda, um dub simpático preenche a cozinha. Acende um cigarro, filtro branco, a lembrar as divas dos filmes noir.

Risse ao vê-lo cortar os alhos, tira a casca ao bocadinhos, com as mãos. Nada diz. Ele passa a cortar a cebola com uma faca grande, num estilo profissional, em fatias finas.

“Não há batatas” comenta e vai à despensa. “Vou fazer arroz de manteiga, os bicos do fogão são demasiados fortes para o arroz frito”. Com um sorriso, ela agradece o poder de decisão enquanto ele despeja um fio de azeite no tacho e acende o lume.

Agora um jazz ligeiro flutua enquanto ele refoga as cebolas e acrescenta tomate cortado aos bocados. Ela percorre–lhe o corpo com o olhar. “Gosto de ti, cozinheiro”.

Ele sorri-lhe, ergue a mão fechada e diz: açúcar, canela, e umas gotas de limão: a perfeita trindade. Ela devolve-lhe o sorriso e estende as pernas por cima da mesa, desnudando os joelhos. Ele acrescenta às almôndegas uma folha de louro, uma pitada de pimentão doce e uma gota de vinho branco. A seguir tira o arroz do lume, põe-lhe uma noz de manteiga, mostra-lhe o tacho e pergunta-lhe se é suficiente. “Mais. Arroz de manteiga tem de saber a manteiga”.

Fumam um cigarro enquanto as almôndegas acabam de cozinhar. Trocam gestos sensuais, beijos fugidos, entrelaçados, molhados.

“Inebriante”, diz ela a seguir à primeira garfada, após uns segundos de silêncio. Ele sorri-lhe com os olhos. Tocam à porta. É o amigo que divide o apartamento com ele.

Saem direitos à casa dela. Deitam-se na cama e beijam-se devagar. Despem-se um ao outro. Moldam-se, enrolam-se, fundem-se.

Fico sentada, imóvel, ao som da musica romântica, até as letras do genérico desaparecerem. Sou a última a sair da sala.

Está um tempo horrível, a chuva traz-me à realidade fria. Chego a casa ensopada. Fervo água e janto umas noodlles chinesas de pacote. Abro o portátil, começo a trabalhar e varro da memória essa história bonita, intensa, com um daqueles finais felizes que só se vêem no cinema.

( Este a olho já foi punlicado há uns tempos, esqueci-me de o trazer para aqui)

Out


A amiga actriz ligou a caminho do mar. Já tinha ligado. Eu que me pusesse a andar e fosse ter com ela e o amigo que me faz rir para a esplanada de frente para o mar. Tinha um sms teu.

Era tarde, precisava mesmo de trabalhar mas fui e fugi do décor dos últimos dias. A caminho avisaram-me de que não iam demorar. Logo a seguir apanhei um acidente no acesso à ponte. Não faz mal, sozinha sou capaz de efectivamente trabalhar. Li o teu sms. Era simpático, até andaste à procura de um fio para me oferecer. Despedias-te com bjs. Respondi que encontrara o fio e agradeci. Despedi-me com bjs e não pensei mais em ti.

Refugie-me do sol de chapa, cumprimentei o mar. Estava tranquilo com um bando de surfistas pelo meio. Uma criança molhava os pés.

Pedi um hambúrguer e a custo escrevi dois textos. O amigo que me faz rir convidou-me para passar pelos ensaios e continuar a trabalhar lá. Houve uma altura em quem pensei em vir para casa. A guitarra, os vídeos, as discussões, as canções, tudo ao mesmo tempo, criavam ruído mas habituei-me a ele. Trabalhei, jantei à borla pois o amigo que me faz rir encontrou dinheiro a caminho do restaurante e pagou a despesa. Continuei a trabalhar.

Depois lembrei-me de guloseimas e combinei com a amiga actriz que diz que vai já já ter a casa mas acabou por ligar às seis. Até fiz mais um texto, escrevi aqui e reli a crónica. A actriz amiga ainda me pediu para lhe ler outras. Que bom.

doce

sexta-feira, 12 de março de 2010

Clean

No dia seguinte voltei a dormir 13 horas. Saí para comprinhas, voltei ao palacete determinada a trabalhar. Tinha de ser. Mas não foi. Desta vez não me entreguei ao porno. Lavei antes a casa-de-banho toda e, sem pensar muito na trabalheira que ia dar, troquei os móveis, deitei toneladas de papel e tralha para o lixo, lavei paredes, o armário do caixote do lixo, o balde do lixo. Limpezas a sério.

Olhei para o palacete e gostei dele. Senti-me de novo no lar que tem algo de novo. Não andava lá muito confortável com ele, as coisas estavam fora do sítio. Ontem encontrei-lhes o sitio e voltou a haver circulação e espaço. Espaço é essencial. No meio do entusiasmo faltou-me um fio da impressora que tinhas trocado há tempos por outro de 5 metros. Para eu poder estar sentada no sofá a imprimir coisas.

Agora esse fio, é um ramalhete com uma série de voltas, bem à vista na prateleira do meio. Liguei-te naturalmente, sem pensar em nada que não no fio. Não atendeste, aí fizeste-me pensar. Deixe-te fora da cabeça e convidei a nova vizinha para um serãozinho no palacete. Estava sem o puto, a fazer o IRS. Veio logo, ainda estava instalada a desarrumação. Encontrei o fio da impressora e sorri.

O serão tranquilo apesar das guloseimas passou depressa foi agradável e acabou por volta das duas. Porno sucinto e uma embalagem de gelado de nós com raspas de chocolate. Por quatro vezes enchi a tigela das vaquinhas. Foi uma sessão de orgasmos gastronómicos múltiplos. O paladar é como um clítoris, desde que estimulado, é a porta para o prazer absoluto. Perfeito. Efémero. Os orgasmos gastronómicos múltiplos, tal como os clitóricos, são aditivos. Depois de um queremos logo outro. E outro a seguir. O prazer é uma droga. O doutor disse-me que me castigava com o prazer (não foi bem esse o verbo, encontro-o quando falar sobre essa interessantíssima conversa). Dormi umas doze horas.

Hoje foi diferente. Hoje levei o trabalhinho para ao pé do mar.

terça-feira, 9 de março de 2010

Sol frio


Hoje veio o sol. Apesar da luz passei a manhã na cama, devo ter dormido umas treze horas... Mas quando liguei o cérebro fui logo para a rua, esqueci-me até que sol não é obrigatoriamente sinal de calor. Com frio, bebi uma bica no café do bairro e liguei às amigas do costume que não me ligaram nenhuma. Falei com a aniversariante: estou convidada para a festa no sábado. A cabra da produtora marcou e não desmarca um trabalho para domingo de manhã, seguido de leituras de pdf’s. Grande cabra. Actualizei a agenda, marquei algumas entrevistas, não todas as que preciso. Pensei mais do que uma vez no amigo fotógrafo que, metendo os pés pelas mãos, vendeu uma ideia minha que foi aceite, mas entregue à jornalista da casa. Fiquei furiosa, mas cautelosa. O que lhe iria dizer? Que as minhas propostas foram em nome dos dois, as nossas que ele propôs foram em nome dele’, Eu fiz diferente e não há mais conversa. Até que sempre gostei do amigo fotografo mesmo antes de o conhecer. Vendeu-me a imagem de louco, numa das festas da aniversariante, achei piada ao estilo gingão. Depois conheci-o no ambiente dele, rodeado de crianças e amigos, entre eles, o ex. E achei-o um urso de peluche, um lamechas disfarçado de mauzão. Mas atenção. Nesta história a matemática é simples: por uma brainstorming em conjunto ele ficou com três trabalhos, eu.. com dois, sendo que todas as ideias são minhas.

Liguei-lhe à tarde e, atrapalhado disse que ligava mais tarde. Ligou agora, comigo já jantada com take away chinês e arrepios de frio na cama, anunciando que ia ficar sem bateria, que tinha falado com o editor que até me troca o nome, e que o 3º trabalho ia se feito por outra equipa. E depois ficou sem bateria...

Se assim for está bem, não porque ganho alguma coisa por não o fazeres, mas porque te manténs correcto comigo. No entanto, irei certificar-me de que o nome desse fotógrafo não passa de um pseudónimo teu. Aí, serias um bocadinho maquiavélico. Veremos, deixemos a boa onda no ar, pois que preciso de ti para fazer dois trabalhos que quero bem feitos. Alem de que não me apetece nada chatear-me contigo. Até esta querela, tens sido um bom amigo.

Estou com arrepios de frio, penso que é mais uma daquelas gripes psicossomáticas: jornal, artigos, money, social, solidão - gripe. Tenho de gerir as coisas bem sem stress ou esforço desnecessário. Estou sem energia, tenho de a poupar.

Fiz um pequeno artigo para o jornal, devia ter feito mais, mas depois do cigarrinho para rir entreguei-me ao link do break e vim-me duas vezes. Depois fiquei com frio. É uma gripe psicossomática. Já estou enfiada nos edredões. E tomo meio comprimidinho da bela adormecida se for preciso. Quero partir para a vida dos sonhos antes da meia noite. Pretendo estar de volta bem cedo, beber o café na rua, espreitar o jornal e levar de forma rentável o último dia sem marcações. Depois, é sempre a abrir e eu não ando lá muito bem, ao contrário do que parece no facebook. Descansar, dormir, sonhar na altura certa do dia – à noite. De dia, olhos bem abertos. No facebook – chique!. Primeiro porque é bem, depois, para o caso de vires espreitar, quero que vejas o lado melhor, a rir, com amigos. Sempre chique. Sem mostrar um bocadinho que seja do buraco que deixaste aqui.

segunda-feira, 8 de março de 2010

motivos



Depois veio a 2ª versão, a “cereja em cima do bolo” que a sister me quis dar. Era altura agora de o abordar. Estava carente. Saltei da serenidade do luto para a inquietação. Liguei-lhe no dia seguinte para combinar dar-lhe o rancho. Nunca perguntou o que tinha para lhe dar, não quis que fosse com o Henrique presente, enxotou-me da família. Custou-me, não tinha ideia de me fazer convidada, fazia apenas mais sentido ir dar-lhe o taparuer a casa. Fiquei inquieta, sem saber que fazer.

No dia seguinte, a lembrança de dizeres que a nossa relação era destrutiva, a impossibilidade de ir a tua casa, a hora que marcaste para vir à minha sem que tenha sugerido, juntaram-se à falta de vontade de cozinhar para ti um rancho, prato que custa dinheiro e dá trabalho. Para quê? Para o levares no taparuer para o jantar e me dispensares uma hora de atenção? Não, assim não. Se não queres não queres e assim troco a paz da dor do luto pela inquietude que os teus nins me provocam.

Com um simples e seco sms cancelei o encontro sem explicações ou falamos depois. Estou triste e de luto, programei uma queca porque me apetecia mas, na altura, não quis. Parei e fui levá-lo a casa. Estou de luto.

A neura da chuva e o abuso de guloseimas, o ordenado aos bochecos, a chuva persistente e permanente deram-me cabo da energia.

Mas hoje encomendaram-me dois trabalhos para a revista nacional. Estou meio em pânico, com o jornal atrasado mas amanhã tenho uma coisa que não tive hoje para sair da cama: um motivo.

sábado, 6 de março de 2010

sentido único

olá, afinal não vai dar para nos vermos amanhã. abraço.

terça-feira, 2 de março de 2010

Versão 01

Lá soube como vieste de Tenerife. Por versões. A primeira aconteceu por telefone, no dia que consegui a proeza de chegar antecipada uma hora, de manhã, e hora e meia à tarde, aos dois serviços que fiz para o jornal. No parque de estacionamento do protocolo, acendi um charro. Chovia, a rádio estava tranquila, eu também. Foi então que falei com a sister. Num tom terno, como que a descansar-me, contou que tu e tal espanhola eram amigos, que ela tinha namorado, que tiveste muito tempo em casa e sozinho, mas também estiveste na festa rija do Carnaval e tinhas dormido com umas espanholas mas não voltaste encantado com nenhuma. Depois pediu-me para sair de onde estava e falarmos melhor depois. Ficou de cá vir jantar.

Continuei a ouvir a rádio calminha, comi um Bábá para me dar algum ânimo, falei com a amiga de sempre. A sister deixou-me completamente na dúvida se me queria dizer com calma que tinhas fechado o nosso dossier, ou se havia alguma coisa. Dissertámos a questão e concluímos que até para ela foi dúbio,

Já preparava o jantar quando me enviou um sms a desmarcá-lo. Telefonei-lhe, lá perguntei se estavas a fim ou não. Não, disse ela. Perguntei se gostavas de mim. Disse ser óbvio que sim mas que nunca o ouviu dizer tal coisa. Com uma voz terna combinou um chá com bolinhos para a tarde seguinte.

Comprara uma guloseima para nós e fiquei com duas vontades: a de ir dançar mais tarde à caixinha de som, depois de trabalhar, e a de levar a sério esquecer-te, deixar-te ir de vez, fugir de ti, se fosse preciso.

Comi as guloseimas, ouvi música, andei pelo face e masturbei-me até à exaustão com porno. Sem pensar em ti.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Verdadeira

Preciso só de saber como vieste de Tenerife. Se vieste em fuga para a frente com o super-homem ligado, pois deixo-te um taparuer de rancho à porta. Ponto, final, parágrafo. Se não, vou levar-te o rancho e dizer-te para cresceres. Comigo, sem merdas, com medo, até que medo temos todos. Estou farta de jogos, de nins, de nada.
Num impulso liguei-te a dizer que tinha algo para te dar para a semana, que esta estava complicada. Deixei isto em mensagem pois não atendeste.
Ligaste de volta, felizmente estava ao telefone com a a coleguinha do bom senso e não atendi nem respondi. Depois fiz o essencial e dormi em vez de trabalhar ou ir ao cinema.
Agora vou dormir outra vez, amanhã tenho dois serviços e continuo sem saída para a minha vida.
Seja como for, vou ser verdadeira. e tu, ou bem que me fodes ou vai te foder.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sister

Estou muito cansada, amanhã desenvolvo o dia surreal que tive. Estava eu tão linda a acordar cedo e a fazer por mim quando um dia de merda (que nos acontecem a todos) fez-me ir às guloseimas. Não queria estar sozinha. Fui ter com a sister. Depois ela veio cá. Foi dos serões mais tranquilos que tive, com guloseimas. As nossas histórias são de facto muito semelhantes. Fiquei a perceber-te melhor, muito melhor.
Depois tive de dormir o dia todo. Já estou na cama. Amanhã regresso à "normalidade".

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Early Sunday

São quase 11 horas e morro de sono. Tratei do telemóvel e mais umas coisas. Enviei um artigo, visitei a irmã do ex que não abriu a boca sobre ele. Melhor assim. Passei pela querida amiga produtora que me deu um saco de prendas para a casa. Tão querida. Antes, ao inicio da tarde fui ter com um amador de vídeo que faz mergulho para trocarmos impressões. Tem projectos em manga, gostei dele... vamos ver. Para já tivemos empatia. Ele ficou de me iniciar na edição vídeo. Era bom.

Depois pensei em ti. Que merda! Vi agora que a tal espanhola é solteira, não está em nenhuma relação. Bom, vou mas é para a cama se quero mesmo mudar de vida.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

land

Patinei esta semana. À brava. Para alem das guloseimas que me trocaram por completo os sonos, espetaste no face que estavas em Tenerife (a terra da espanhola) a curtir milhões. Depois, respondeste todo simpático a uma mensagem que te escrevera para perguntar se querias o Big de volta. Pois pedias desculpas de não responder antes pois por causa das “ressacas e preparativos para a viagem” não tiveste tempo. Remataste com beijos. Fiquei furiosa. Ainda me dizias que tinhas andado aqui a curtir e beber copos com a espanhola. Não foi o meu coração que beliscaste, foi o ego. Lá fui ter com a amiga de sempre para me dar apoio, pensei mesmo em ir para fora uns dias para perspectivar mas, não tenho como.

Voltei de Cascais com vontade de ver o amigo da faculdade, já fora das horas dele. E falei e falei e levei uma guloseima.. Pensei que finalmente ia libertar a minha líbido com alguém que gosto. Mas, depois de lhe fazer um broche com gosto, declinou os afectos. Percebi que não era por mim, estava doente e sai. Vim para casa, lá vi mais um porno e saí decidida a ir dançar. O Music estava fechado... de maneira que fui ter ao Copenhaga. (tinha falado com a amiga actriz que andava pela noite mas desencontrámo-nos). Ora ali estou eu a beber Coca-colas, tranquila e dou de caras com um dos tipos das PF para onde mandei o CV para o novo canal. Foi simpático e deu-me o mail para ver o CV sem promessas. Depois comecei a falar com um tipo que me conhece há anos, daquela altura em que a noite era interessante. Lembrava-se de imensa coisa. Foi agradável a companhia e, depois de um convite para casa dele, só para uma guloseima, viemos para a minha. A conversa estava tão boa que não quis nada com ele. E nada aconteceu.

Depois, bateu-me tudo por ti. Tudo. Tive-te raiva pela lata de espetares no face que andas por Espanha a divertir-te milhões e a comer a tal espanhola. Foi tudo abaixo. Chorei por nós, pela minha vida que não consigo fazer andar para a frente.

Depois tive calma e, contrariamente ao meu bom senso, inventei um personagem do face para espreitar o mural da espanhola que me aceitou hoje. O que descobri? Que não estás ao pé dela, ela deve estar a ir ter contigo para “cozinhares”, anda não sei onde a curtir o Carnaval. Terás ido sozinho ou estarás em casa dela enquanto ela foi não sei onde? Seja como for, fiquei mais tranquila, tenho vontade de, depois de voltares, ir a tua casa e dizer que te amo, quase que tive para o dizer no face. Mas não, é preciso dar tempo ao tempo.

Amanhã vou tentar recomeçar os planos que tinha de coisas para fazer. Pelo face, no clube das trocas, há um tipo que vem cá arranjar os fios e lâmpadas e o vídeo em troca de comidinha. Outro, deverei ir beber um café pois é editor e troca lições de edição pela elaboração de conteúdos. Talvez seja interessante.

Tenho o nokia novo com o cartão de memoria estragado. Vai ser um filme para o trocar...

Se não conseguir voltar a adormecer hoje saio da cama daqui a duas horas.

Estou triste porque há 10 meses que ando nesta relação que pouco me dá em troca e, quando consegui fechar a caixinha de emoções, eis que me espetas Tenerife no face. Pronto, pronto, vai lá tentar dormir e não te esqueças de amanhã saltar da cama cedo. Andas há muito tempo a perder dias.

PS: não escrevi que te amo nem nenhum disparate no face mas pus um post no meu mural a dizer que acordei de sobressalto de um sonho que tinha esta música. Uma mensagem subtil para te dizer que ainda te quero. Sou tão parvinha...

sleep



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"the love you receive, you take with you all your life"

Velas em vez de lâmpadas

Avec moi

Três dias, 3 guloseimas. Não resisti ao Xico que mora mesmo aqui ao lado. Três noite acordada, muito porno, face e muito porno. A amiga actriz veio cá dormir numa dessas noites. Não está bem ela. Dei-lhe o mimo que pude e, no dia seguinte, pu-la fora de casa para trabalhar. Apesar da cabeça vazia fiz tudo a tempo e horas. Depois lá fui ao Sobralinho receber o diploma, afinal não era uma placa de latão. Rumei a casa cansada, voltei a falar com o Chico mas ele não atendeu. Ainda bem.

No dia seguinte, liguei ao Chico logo depois de uma entrevista em VFX. Apareceu o meu amigo IP que, já no outro dia me tinha dito uma coisa bonita. E lá provámos a guloseima e depois provámo-nos um ao outro, rápido e sem stress. Fez-me muito bem. Mais porno e face, alguns emails e acordei cheia de frio.

Ouvi música até de dizer chega, coloquei-a no face o que teve muitos comentários, andei a aprender coisas sobre Little White Storm ( este é que o nome do Mac lindo), senti-me bem em ser autodidacta e decidi dedicar-lhe meia hora por dia – quero aprender a funcionar com a minha nova máquina sem ter que fazer telefonemas a ninguém. Falei com amigas por net e, depois de chegar à conclusão de que os restaurantes chineses não têm entregas ao domicilio, eis que tirei o cu da cama e, por 10 euros, comprei no japonês mesmo aqui ao lado uma sopa e uma caixa com 24 sushis e, no chinês, o crepe da praxe e a banana pá-si. Tudo isto na cama com um café fraquinho a rematar.

Ainda falei com a ex do meu ex (sim, refiro-me a ti), amanhã vou enviar-lhe o meu CV.

Segui mais ou e menos as noticias, tenho a cabeça em água e as pernas doem-me de tantos as abrir...

Ainda voltei a sair da cama para o 2º maço do dia. Tenho de tomar uma atitude mas, fumar é das coisas que mais gosto.

Liguei-te duas vezes. Ignoraste-me. Deves estar a tentar dizer-me que acabou de vez. Parvalhão, é assim com indiferença? Mandei-te uma mensagem seca a dizer que queria saber se querias ficar com o Big. Vais responder por email a dizer que não.

Já apaguei o teu telefone e, nesta altura difícil que, não fosse a ajuda do meu professor, o meu ex que sempre quis ficar meu amigo, desmarcou-se, sem que lhe tenha pedido nada. O puto do skate que anda armado em “estás a pressionar-me” (é mesmo de chorar a rir), anda a pôr uns likes discretos no meu mural. Hás-de vir comer na minha mão, logo verei o que me apetece na altura, até que o sexo é... muito, demasiado normal.

Vão os dois para o caralho! Mesmo, não estou zangada, estou farta de perder tempo com quem não quer saber de mim.

Já é tarde, tenho de dormir. Amanhã o dia tem de ser fora da cama, a fazer por mim.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Prémio da associação Frente Juvenil do Sobralinho

dia dos namorados sem nós

Amanhã é o dia de trocar a carta. Está certinho para as contas. Boa, tendo em atenção dois disparates que fiz.
Ia para aqui escrever sobre outros mas... deixo no título. Estou mais só do que estava antes de um namorado que desapareceu há 4 meses. É muito tempo para estar só.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Coming foward

Ao longo do dia do espelho trocado e do mecânico que ficou zangado de eu não ter aparecido de manhã, do cheque traçado que me levou a 4 bancos e ao Sr. Eduardo que me trocava cheques quando era adolescente. O dia em que a senhoria porreira me ligou quando estava mesmo a entrar para o banco, o banco onde é preciso ter um NBA para ter um cheque. Depois esperar pelo mecânico sem bateria no telemóvel, só com chuva miudinha. E a calma do atelier do gráfico da “quinta”. Falar com a amiga produtora com o nokia do mecânico no carro do amigo dele. À minha amiga cortaram-lhe a tv cabo e net sem aviso. Farmácia, comprimidinhos par a alma e a diferença entre gel de água e gel intimo. Durex, pois claro. Pouco trânsito em hora de trânsito. Ele, lindinho, tão simples que nem parece novo. Meu, com a transferência por fazer. Iva e islamismo. E a Catarina que tem 19 meses e quase só diz olá. Disse-me adeus. Bomba, Pingo Doce, Caixa, Sr. Jorge, casa. E o João do espelho que me pagou 60€ mas levou o retrovisor partido. E apagar números de telefone. E o email azul. E a editora cabra a fazer-me queixas e a aconselhar-me a mandar currículos. E depois, a “parte boa”, o prémio que a junta de freguesia do Sobralinho vai dar ao jornal pela cobertura que eu faço. E os tristes dos patroezinhos a pensar quem deverá ir receber a placa de latão.

No meu lindo white Mac (olha descobri o nome) pus o Itunes a fazer de dj. Lá me deu o estado de espírito que me traduz no face book. Ao som de Gui Boratto já te despiste para mim. Prenda de anos. Não me lembro do teu número de telefone. Nem de nenhum outro. Como disse à amiga actriz, no telefonema fora de horas: tenho um computador para rentabilizar, estou frágil, preciso de me focar em fazer coisas e cortar com quem não me faz nenhum bem por aí além. Sem falar muito nisso.

PS: vou experimentar o gel “íntimo”. Não é mais bonito dizer gel de água?



Carta azul

Olá professor,

Recebi a sua carta azul. Obrigada. Muito obrigada pela generosidade. Ela permitiu-me ter hoje um dia enorme de resolução de problemas. Começou com um telefonema para o meu médico a marcar uma consulta. De seguida fui ao mecânico para o 1º round de arranjos no carro. Ligou-me a senhoria quando estava no banco e foi compreensiva em esperar pelo desconto do cheque. Consegui chegar a tempo de ir buscar o novo Mac, branquinho, de qualidade acima da média. O revendedor da Aple convenceu-me a fazer o esforço de pagar o IVA mas ficar com dois anos de garantia. É esse o destino do artigo que escrevi para o jornal I que irei receber no final do mês.

Graças à sua carta, passo a ter em condições duas ferramentas de trabalho: o carro e o computador. São mais do que motivações para arregaçar as mangas e lutar mais um bocadinho por mim. Foram imprevistos que me deixaram numa posição tão frágil, é certo, mas computadores e carros avariados são imprevistos que fazem parte da vida. Da minha, sou eu que tenho de ser responsável por eles.

A sua ajuda foi preciosa e muito generosa, de amigo. Sei que lhe custa, pois o dinheiro custa a todos a ganhar. Obrigada pelo empréstimo. Pagar-lhe-ei como for conseguindo. Muito obrigada pela tranquilidade que sinto no preciso momento em que lhe escrevo, pelo alivio de ir falar com o Dr. Jara no dia 18, por não estar só. Não ando lá muito bem, e, infelizmente, reconheço os sintomas da tristeza, uma velha conhecida. Mas, precisamente por os conhecer, sei o que tenho de fazer para não a deixar acomodar-se. E o professor não me podia ter dado melhor motivação: acredita em mim, quando eu duvido. Obrigada, assim deixa-me obrigada a provar que tem razão, que mereço ser ajudada.

Quanto ao seu “egoísmo”, compreendo e respeito a sua sabedoria, queria apenas que percebesse que não lhe propus nenhuma troca ou negócio. Os amigos ajudam-se, trocam afectos, sem facturações. Mas pronto, respeito e admiro a sua atitude.

Sei que sou uma sortuda em o ter como amigo, sei que hoje estou tranquila porque me ajudou muito, com muito.

Espero que não se feche totalmente nessa conchinha e quero que saiba que estou à distância de um telefonema a qualquer hora do dia ou noite, por causa de qualquer coisa. Se precisar de falar, desabafar, rir, chorar, falar mal do Sócrates ou do Sporting.... ligue-me. Os amigos servem é para as ocasiões.

Continua em aberto o convite para provar os meus cozinhados. Não desapareça, gosto muito de si. Mais do que pensa.

Espero que esteja recuperado da intervenção e com a moral em cima. Tem de ser, não é?

Mais uma vez, obrigada, tome lá um beijo na bochecha: Chuack!


PS: Ocorre-lhe algum tema para a revista da fundação?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

02h 53 m

Dei voltas no facebook, dei conversa a quem não estava para aí virado. Desliguei o portátil para ver séries que se repetem na TV. Já pensei ligar-te, escrever-te um email. Até que, numa cena bonita entre um pai e uma filhota numa série repetida, desatei num pranto. Quero os meus filhos, quero a minha família e tu fizeste acreditar-me que me querias dar isso. Depois fizeste como faz quase toda a gente que me conhece: encanta-se e depois desencanta-se de vez. Sem sobrar nada. Sei que não estou bem, eu sei. Por isso mesmo precisava de ti aqui a abraçar-me. Vistas bem as coisas, sempre me ajudaste com a minha vida prática: dinheiro, computadores, etc. Mas nunca me ajudaste comigo. Tens razão preciso de alguém que esteja cá para mim e já me fizeste questão de dizer que não és tu. Não deves ser provavelmente. Mas a maneira como me amaste e deixaste, deu cabo da esperança, da pouca, que tinha em mim. Apetece-me vestir o sobretudo e ir bater-te à porta. Estou tão triste, tão sozinha. Passo diariamente ao lado da vida que quero, que nem sei qual é, até a ver passar.

este dia está mesmo quase a chegar ao fim

Ontem foi difícil. A amiga produtora ajudou a fazer as contas Acalmei um pouco pois percebi que nem fiz nenhum grande disparate, tive foi muitos imprevistos, todos seguidos. Depois falei com o professor. Chorei. Achei-o distante. Disse que me ia enviar uma carta. Nada mais. Tive de sair à rua depois do telefonema. Encontrei um conhecido antigo que me fez uma grande festa e um grande charro de erva. Percebi que estava perdido, percebi que ajudou estar comigo, foi para casa direitinho, até que eu declinei o indirecto convite. Ainda passei por casa da amiga actriz que estava muito enfiada no face. Vim para casa a acreditar que ia acordar bem, fazer as minhas entrevistas, etc., etc.

Desmarquei ambas, só saí da cama para ir ao correio. A carta não tinha chegado. Fiquei por aqui e, num esforço transcendental (ajudou o facto de não ter cigarros) lá saí à rua sem tomar banho, sem destino. Quis ver o mar. Ontem fui a Cascais mas só olhei para ele de esguelha. Hoje quis conduzir (pois que há 3 meses que não o fazia), liguei ao amigo que me faz rir sempre que foi ter comigo, levou-me a uma esplanada com o mar a rebentar-me à frente. Depois ainda me disse que sou muita exaustiva e essa é a imagem que as pessoas retêm. Fiquei triste, pensei que tinha ultrapassado essa imagem. Depois falou do puto do skate (e aí fiquei sem saber se o exaustiva era em referência a ele ou geral). Depois de ontem ter ido à galeria ter com este amigo que não apareceu e, em vez dele, estava lá o puto do skate, o que fez mesmo parecer que ando atrás dele, lá fiquei a saber que o puto do skate me acha “chata” e até comentou com o meu amigo. Até foi bom falarmos sobre isso, acho que ele percebeu o ridículo da cena. E fiquei também orgulhosa de mim que ontem, sem pestanejar depois de sair da galeria, apaguei os telefones do puto do skate.

Ainda não tinha virado as costas ao mar.. liguei-te. Não atendeste. Deixei o amigo que me faz sempre rir, enganei-me no caminho e fui direita ao restaurante do tal conhecido. Já ontem lá tinha ido determinada a ir para a cama com ele. Felizmente estava de folga. Lá voltei para ir buscar o cachecol que me esqueci e fui tratada com indiferença total. Ainda bem.

No caminho para Lisboa ligou-me o meu pai para saber de mim. (há dias liguei à noite, com os copos à minha mãe a pedir colinho.... que disparate. Acho que ainda está muito ofendida). Depois ligaste tu a explicar que não tinhas atendido porque estavas na mota. Gostei tanto de te ouvir. Perguntei se tinhas planos para jantar. Disseste que sim. Ok, pronto. Depois ligou o realizador produtor a quem já tinha convidado para tomar café. Convidou-me para jantar e ver o derby. O Benfica ganhou 4-1.

Depois vi no meu mail que amanhã vai chegar a carta do professor. Estou um caco de ansiedade.

A seguir fui direitinha à tua porta. Apaguei o teu número à tarde, depois do telefonema, à noite estou parada à tua porta a fazer não sei o quê...

Não sei se vou ter dinheiro para pagar a renda, comprar um Mac, não mexi uma palha para o jornal (limitei-me a desmarcar entrevistas), ando a beber e a parar, começo a ter ataques de pânico, estou sem cabeça, sem esperança, sem alento, sem amor. Sobrevivem amigos que não permanecerão se continuar por aqui. Tal como tu colega da faculdade que não me dizes uma única palavra.

Estou assim, doente, a necessitar urgentemente de ir ao médico (preciso de 100

€) e depois de levar mais uma tampa tua, fui pôr-me à tua porta.

Não isto não é amor por ti, não nada disso. Isto tudo é só falta de amor próprio. Amanhã é um novo dia.

E só um pequeno GRANDE pormenor. Nestes dias nebulosos, a amiga de sempre foi comigo a Montemor, passou o dia todo comigo, aturou-me em Cascais no dia seguinte e hoje, perante um telefonema de pânico meu, ofereceu-se para vir cá passar a noite. Não deu para vir, mas ofereceu-se. Ando para aqui a escrever sobre gajos e gente que não me merece, é altura de passar a escrever sobre quem gosta de mim e mostra, uma e outra vez. Obrigada linda, fizeste toda a diferença.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Menos

Tenho receio de escrever ou antes uma preguiça transcendental. Afundo-me, assim, do dia para noite, em dias recheados de nada, em noites recheadas de ocaso. Contrariei o álcool 0, andei a deambular por aí com uma energia eléctrica que não me pertence. Lá tive os meus anjos da guarda.

Choro ao acordar e cada acordar é em si mesmo um martírio.

Não tenho dinheiro para a renda (como fui eu cometer esse disparate), não acho graça ao palacete nem a mim. Continuo ocupada com jantares, conversas sobre gajos e não aspiro ser nada.

Penso em ti, pois dessa forma não penso em mim. E, mesmo a pensar em ti, sei que penso em alguém que não existe.

Depois do fim de semana com o puto do skate, voltei a vê-lo numa exposição que afinal não foi. Não me ligou nenhuma, não me olhou nos olhos nem se despediu. Não me contacta no Face como fazia. Não sei porquê. O meu ego ficou beliscado, dava-me jeito um puto de sorriso arisco a galantear-me. O meu coração ficou intacto pois que está preso a um babe que não existe. Há 4 meses que estou presa a um sonho de quase seis. E pronto, foi esse o sentido da minha vida.

Fui ao cinema para não pensar, não sentir. Saiu-me um filme de merda com bons actores. Aos tempos que, quase sempre que vou ao cinema, vou para desocupar a cabeça. Costumava ir para a ocupar.

Já meti outro comprimido da branca de neve. Quero dormir. Quando acordar sei que devo ir nadar à piscina, arrumar a casa, fazer contas e perspectivar soluções, escrever o post para a Susie, ir ver o mar com o amigo que vive do ouro lado da ponte, escrever mais uma crónica para um livro que nunca irei editar, mudar os móveis da sala.....

Hoje quase que paniquei por estar sozinha mas o pânico é ainda maior com os outros.

Estou doente, triste, tenho de ir ao médico mas também não tenho dinheiro. Não tenho dinheiro, sonhos, ambição e, com esta atitude, facilmente deixarei de ter amigos. Yap, os dias maus são como os bons, também passam.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mais e menos

Tão disperso o último texto. Um pouco como ando. Talvez seja de facto daquelas pessoas que, por mais que tudo esteja bem, há sempre alguma coisa que não está. Talvez.

Mas, de facto, passei o fim de semana em casa do puto do skate, o tal que de puto pouco tem. Simples, sem grandes palavras, quase sem beijos fora da cama, mas muito cool. De facto, passar 48 horas em casa de alguém que não conhecemos e fazermos um fim de semana de cozinhados, compras no super-mercado e filmes, é qualquer coisa. E, apesar de ele dizer pouco, leva-me café à cama, compra-me o jornal e tabaco e está sempre a pôr-me à vontade. E, cada vez que começo a achar que o puto já não está a fim, eis que me aparece no Face a brincar comigo. Nada mau para alguém que me caiu do céu aos trambolhões. Na 5ª feira disse que ia comigo a Montemor buscar a minha adorada carta de condução.

Entretanto, feitas as contas, ainda não as paguei todas, já não tenho dinheiro. Nem Mac, nem dinheiro para nada. Não obstante, venho de um jantar de amigos, tenho planos para o teatro e outras coisas. Tenho amigos que me prestam atenção. Tenho muita coisa.

Mas, continuo a acordar sem vontade de sair da cama. Hoje tive um novo ataque de choro. Acho que estou doente. Terei que ver isso, não volto nesta vida a ter uma depressão. Não posso, já sofri demais, já perdi anos de vida.

Sei há muito qual é a questão. Não acredito em mim. Nem para escrever uma cena para o realizador produtor, nem para escrever para o jornal nacional, nem para nada. Será que será sempre assim? Será que nunca irei pegar a minha vida pelos cornos?

Quanto a ti, que me mandas o código errado para fazer um reset ao Mac (conheço-te tão bem, fizeste de propósito para que te ligasse), não me mereces mais comentários.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Password

Já não pertences aqui. Decidi deixar de falar de ti, escrever sobre ti. Ainda não consigo deixar de pensar em ti, estou ainda agarrada ao gajo egoísta e indirecto e o babe, cada vez mais escondido.

Continuo a ver o puto do skate que de puto pouco tem e, apesar da timidez, toma iniciativas. Só não me beija sem ser na cama, ainda não percebi bem porquê.

Temo-nos feito companhia um ao outro, falamos, jantamos, saímos e fodemos sempre com simplicidade e tranquilidade. É leve estar com ele, sinto-me leve e não ocupo a cabeça.

Escrevo em casa dele. Ontem, em mais um desencontro que tem caracterizado a nossa relação, disse-me ao telefone às três da manhã: “Hoje não vou aí, mas amanhã apanho-te para almoçarmos junto ao mar, vens trabalhar para minha casa e vais ver que vamos ter um dia fixe”. Pedi-lhe que me trouxesse flores, riu-se mas não trouxe.

“Olha, não achas que nos estamos a ver muito”?, perguntei. “É o que te disse no outro dia, não quero magoar ninguém, vamos devagarinho e falamos amanhã”. “Está falado”, respondi, assim é que se fala, não é preciso dizer mais nada.

Entretanto tu espetaste no facebook um coração para uma espanhola de merda que está ou esteve abancada em tua casa. Uma espanhola que, na altura do telefonema que fizemos, ainda não tinhas fodido mas, ao perguntar-te se a ias foder, respondeste “não sei”. Esta frase foi precedida de um dia em que te mandei 3 mensagens decadentes, às quais respondeste com um “ligo-te depois, beijos”. Ligaste ao final do dia, disse-te que comprava o teu Mac. Depois de um silêncio, com uma voz meiga, perguntaste se não tinha mais nada a dizer. Não tinha. Depois de desligar percebi que querias conversar ou qualquer coisa de género. Liguei-te, atendeste ao primeiro toque e disse-te a verdade. Que estava doente (ai o que eu bebi na noite anterior), que estava menstruada e não queria nem conversar contigo nem foder-te. Queria que me trouxesses uma sopa e visses um DVD comigo. Precisava de ti.

Já tinhas dito que os teus planos eram um banho de imersão e cama. Mas, depois de te pedir para vires ter comigo, disseste então que tinhas a espanhola em casa e que ainda não sabias se a ias foder. Não o disseste desta maneira, respondeste apenas às minha perguntas. Fode-a lá à vontade, aposto que não lhe consegues dar um orgasmo.

Eu, estou à espera que o puto do skate acabe o logótipo que está a fazer para me ir dar de jantar. Está-se bem. Mesmo. Só gostava que ele me beijasse mais vezes, sou uma beijoqueira inveterada. O beijo é a password para cada um de nós.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Uma da manhã

Uma semana e meia, tantas aventuras e tudo na mesma. As contas acumulam-se, pelo meio jantares improvisados com amigas, boa disposição, uns copitos, pois às vezes tem de ser.

Do nada, inesperadamente, surgiu o artista plástico, o puto do skate que, numa aventura me fez sentir gira, sexy, sem pesos de consciência contigo. Diz o que tem a dizer, até à data não faz joguinhos e tem umas respostas giras. Não, não estou nem aí a apaixonar-me ou outra coisa qualquer. Mas é bom, para variar que, sem grandes palavras, alguém me diga as coisas certas na altura certa.

Não me apetece escrever, nem contar aqui o que tem acontecido por aqui.

Hoje tive o embate de uma semana agitada. Sinto-me nua, sozinha, apesar de saber que são efeitos pós semana a abrir.

Pelo meio, tenho um computador a morrer, sem perspectiva de comprar outro. Ando amarrada pelo dinheiro que não existe, não me apetece escrever, tirar fotos, lutar por uma vida melhor. Nada.

Ontem, entre adormecer com o puto do skate a tentar “raptar-me” da cama para estar com ele e acordar com uma amiga a convidar-me para um brunch, tive saudades tuas e liguei-te. Não quiseste tomar café comigo, estavas com o filhote “até à noite”. Fui para o brunch que acabou em jantar improvisado e daí fui ver o mar no Cabo da Roca. Sim, foi muito giro.

Hoje, tive a ajuda preciosa da amiga de sempre. Depois adormeci às 10 no sofá para acordar com vontade de te ligar. É quase uma.

Acho que preencho com os amores e os flirts o vazio da minha vida. Só penso na vidinha amorosa, só disso falo com as minhas amigas. Em vez de escrever sobre as nossas peripécias (pois que os homens são todos iguais), em vez de fazer mais crónicas e pensar em artigos para a revista, fico-me por aqui a escrever textos lamechas.

Não estou bem mas disfarço. Apetecia-me dormir nos teus braços, mas sei no meu intimo que já desististe de nós. Assim, como quem dá cá aquela palha. Acho que eu também desisti de mim. E não foi hoje. Mas, pois, sim, eu sei, amanhã é um novo dia e acordarei outra vez sem vontade de sair da cama.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Single

Aconteceu muita coisa depois daquela fria conversa. Vieste atrás de mim, mostraste-me a tua casa, incluíste-me na tua nova vida. No fundo, deste-me o que te pedi naquela fria conversa. Depois, para variar, à mistura com os problemas do Big que está a morrer (onde vou arranjar dinheiro para comprar um portátil?) meteste os pés pelas mãos. Desejaste-me boa sorte. Assim, tu que queres tanto ser meu amigo, excluiste-te de me ajudar. Não tens, é certo, que o fazer. E pronto, lá nos afastámos outra vez. Mas não foi só entre nós que aconteceu muita coisa. Sem ir à procura, sem estar à espera, aconteceu qualquer coisa comigo. Que nada tem a ver contigo. E, pela primeira vez desde que te conheço, consegui tirar-te da minha cabeça. Sou de novo uma mulher solteira, "livre e descomprometida".
Ainda quero o nosso amor, acredito que é amor. Mas terás de lutar mesmo por ele, daqui para frente. Duvido que o faças. Vou dormir, estou extenuada. A vida aconteceu-me. Amanhã pego nela outra vez.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Para animar

blá, lá, blá

Ontem não acordei às 9 mas antes do meio dia já estava de jornal em cima da mesa do único café do bairro onde se pode fumar. Dei uma bela caminhada até lá, bebi duas bicas e li o jornal de fio a pavio. Belo Sábado. Ao telefone com a amiga produtora considerei um almoço a correr mas preferi ficar na minha manhã bairrista. A caminho de casa encontrei o bairrista dos olhos malandros. Está com boa ar, ar de vida saudável. Assim como a conversa. Tem um cão, está muito “construtivo” com a namorada, em paz, sem os infernos das noites. Bonito. Fumamos um charro enquanto comentávamos que charros a esta hora era para se perder o dia.

Dito e feito. Deixei a casa arrumada e sentei-me a navegar no Mac. Lá consegui acabar a agenda. Depois entreguei-me a uma sessão continua de porno, filmes, noodlles chinesas, croissants com chocolate derretido e séries de detectives. Muito chá. A pensar em ti? Sim, o tempo todo. No passado, no presente de onde não faço parte, da ajuda para te mudares para a casa nova que não pediste, no meu presente onde arranco e páro e páro e arranco. Não és o the one, tu próprio o dizes descansado. Consegues viver sem o meu amor, apesar de me amares. Este texto está a ficar muito lamechas e apetece-me é falar de outras coisas.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Na minha cara

Beijámo-nos. Vê lá tu a minha sorte em nos dares meia hora. Meia hora de amor, depois da cena quase humilhante. Primeiro pensei que decidiste fazer amor comigo só para me tirares dali. Depois o meu babe apareceu, pôs música e foi buscar um aquecedor, sabia que eu ia ter frio.

Despiste-me devagar, a sorrir, com afecto. Quando o sexo começa com a frase “queres pôr-te na minha cara”, só pode ser bom. Foi. Para ambos, juntos. Talvez o melhor sexo que alguma vez fizémos. No fim, dei um grito profundo de prazer. Não conseguiste dar-me um orgasmo mas participaste nele. Foi bom. Deitaste-te ao meu lado à conversa. Precisavas de ajuda para tomar conta do filhote na manhã do dia da mudança. Disseste que haveria de dormir em tua casa... de vez em quando. Depois lembraste-te de que não tinha boleia para casa, não me porias na rua. Retorqui que apanhava um táxi, para tua satisfação, tinhas de “acordar às sete e meia”. Ficaste a apreciar-me enquanto me vestia. “Pensei que preferias ver-me despir”, brinquei. Saí ciente das regras do jogo.

No dia seguinte quase chorei ao telefone com a amiga produtora que me disse “para deixar rolar”. Não chorei tanto pela nossa não relação. Chorei por este vazio na vida que me dá espaço para pensar demasiado em nós. “Não sei por onde começar”, disse-lhe entre lágrimas. “Começas por uma ponta qualquer”.

Ontem levantei-me às nove, trabalhei para o jornal, falei com a advogada por causa da merda das despesas do tribunal, falei com a seguradora do carro e a terminar o dia dormiu cá ter a amiga de sempre para me dar uma boleia .

Deitei-me cedo, acordei mais do que uma vez e sai da cama às sete, antes do sol nascer. Escrevi e escrevi de rajada. Estou tranquila. Não sei por onde começar mas quero a minha vida. Por mim primeiro, depois para te mostrar qualquer coisa, que não sei o que é.

Decidi também outra coisa. Depois de perguntar sobre o que farias se te encontrasse numa discoteca com outra, respondeste: “Hum, pois não sei, mas somos livres, claro. Mas não me verás numa discoteca com outra porque não estou interessado noutra, estou interessado em ti. Mas se calhar irei encontrar-te numa discoteca com outro e não sei o que irei sentir”. Tens boas respostas, sim senhor. Foi por isso mesmo que decidi que não me verás numa discoteca com outro mas, a partir de hoje, fodo com quem me apetecer. "Livre e descomprometida", como queres que seja a nossa não relação. Provavelmente vou sentir-me mal, mas solta de ti.

Precisas de ajuda com o filhote amanhã. Duvido que ligues a pedir. Não interessa. Eu tenho não sei bem o quê para fazer mas acabará por me ocorrer qualquer coisa.

Por hoje, tratei da roupa, apanhei um frio de rachar no trabalhinho, almocei com os papás, tratei dos mails e fui ver do Ganso à oficina. Encerro o dia com um cigarrinho para rir. Não tarda muito, estou enfiada no edredon com o pijama dos ursinhos verdes.

Não quero?

Acordei angustiada, passei a manhã toda nisso. Vai sempre ser assim, não quero isto para mim. Depois de uma hora ao telefone com a amiga de sempre, conclui que não quero, que não consigo fazer isto. E acabei por te ligar. Primeiro estavas com pressa, depois querias desconfirmar o teatro, pois coincidia com a tua mudança de casa, depois não tinhas tempo para me ver hoje e vais andar a trabalhar até altas da horas da noite. Recebi o recado. “Então, é mesmo por telefone”. Engoli em seco e continuei: “Não consigo fazer isto”. Silêncio. “Está bem”. “Está bem”? “Não, não está nada bem. Posso ligar-te à noite que agora não tenho cabeça"? “Podes, mas se não ligares, está feito”, e desliguei. Fiquei satisfeita com o meu poder de decisão e com a tua vontade em me ouvir.

Lá falei mais meia hora ao telefone com a amiga de sempre e fui trabalhar, sem ânimo. Iria acabar hoje, era o mais provável, mas era o melhor para mim. Ainda arranjei as unhas das mãos antes de meter no metro. Depilação feita, sentia-me segura e, sinceramente, o que me apetecia era que não houvesse grande conversa, nada de pesado, apenas amor. Físico, intenso, bom.

Percebi na ansiedade em que iria ficar até ligares, depois de deitares o filhote. Para te ter nesse dia, teria de ir ter contigo. Com um sms arranjei maneira de o fazer e lamentei ter-me esquecido do estojo de maquilhagem.

“Sou todo ouvidos”, disseste quando te sentaste no sofá, sem me beijar.

Falei devagar, que não queria uma conversa pesada, não queria entrar na tua vida como antes, que precisava também do meu espaço. Queria apenas ir sabendo de ti, que me contasses da casa nova, que não me despachasses ao telefone. Ao me afastares assim, davas espaço ao outro”. Ouviste em silêncio. Depois, sem pestanejar, disseste que assim não dava, que o que tinhas para oferecer era muito pouco, que estavas numa fase egoísta e egocêntrica e não tinhas tempo para mim. Que eu precisava de alguém que estivesse lá para mim e não eras tu esse alguém. Eu que fosse para os braços do tal outro, o que me dá conforto. Sem pestanejar.

Disse que não era assim, só queria sentir-me ligada a ti, para isso não era preciso ver-te, era apenas preciso que algum mimo, alguma atenção e até queria saber como é a tua casa. Foste buscar uma planta, explicaste onde era o quarto e a sala mas mantiveste o teu ponto de vista. Recusaste os meus abraços e, por mais do que uma vez, deste-me a atender que querias que fosse embora. Ponto, final, parágrafo.

Foi aí que percebi que não conseguia sair dali. Não me consegui levantar do sofá e nunca mais te ver. Não consegui. Perguntei o que tinha sido aquela conversa na outra noite, repeti que se duas pessoas se querem é uma estupidez não darem uma hipótese a esse amor, e a vida não faz sentido sem ele. Quase, quase chorei. Perguntei-te se não gostavas de mim, não conseguiste dizer isso, mas disseste algo que queria dizer o mesmo. Não me lembro da frase.

Não acreditei. Não sabia onde pôr as mãos, o corpo, não sabia o que fazer. Fiquei sem argumentos, levantei-me e voltei a tentar abraçar-te. Quiseste rejeitar-me mas não conseguiste. Já de pé, abraçada a ti, disse-te que tinha uma langerie da cor da tua camisola. “Não me faças isso”, respondeste.