terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

02h 53 m

Dei voltas no facebook, dei conversa a quem não estava para aí virado. Desliguei o portátil para ver séries que se repetem na TV. Já pensei ligar-te, escrever-te um email. Até que, numa cena bonita entre um pai e uma filhota numa série repetida, desatei num pranto. Quero os meus filhos, quero a minha família e tu fizeste acreditar-me que me querias dar isso. Depois fizeste como faz quase toda a gente que me conhece: encanta-se e depois desencanta-se de vez. Sem sobrar nada. Sei que não estou bem, eu sei. Por isso mesmo precisava de ti aqui a abraçar-me. Vistas bem as coisas, sempre me ajudaste com a minha vida prática: dinheiro, computadores, etc. Mas nunca me ajudaste comigo. Tens razão preciso de alguém que esteja cá para mim e já me fizeste questão de dizer que não és tu. Não deves ser provavelmente. Mas a maneira como me amaste e deixaste, deu cabo da esperança, da pouca, que tinha em mim. Apetece-me vestir o sobretudo e ir bater-te à porta. Estou tão triste, tão sozinha. Passo diariamente ao lado da vida que quero, que nem sei qual é, até a ver passar.