sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sr.

Escrevi para aqui um texto sobre a nossa interminável não história. Depois fui beber um café com o Sr. Miguel, o meu vizinho preferido. E bebemos uns copos, aliviamos a pressão das nossas vidinhas. Depois ele disse-me que sou "uma mulher dificil, que nem todos os homens me conseguem apreender. Que eu sou só para alguns. Para ser franco, regra geral, os homens têm medo de si. Regra geral".
Depois o artista anão não me atendeu o telefone. Depois despedi-me do Sr. Miguel. E pronto, estou tranquila, sei quem sou, estou com os copitos e tenho de acordar às dez. Mas, como diz sabiamente o Sr. Miguel, "às vezes tem de ser".
Amanhã, quando ligar ao anão, tenho de me lembrar do que o Sr. Miguel disse. Afinal, tem 69 anos, deve saber do que fala.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

BIg

Na tarde seguinte, peguei no telefone e liguei ao editor. Que nem sequer tinha lido as minhas propostas. Respondeu-me pouco depois por email. Até nem acha que escreva assim tão bem, mas podia estar enganado. E ia apostar numa das três ideias que lhe dei. Uma semana para o fazer. E eu a fechar daqui a uns dias.

Claro que sim. Depois o teu melhor amigo aceitou fotografar. Mostrou até que ficou contente, isso foi bom. O entrevistado está muito ocupado e temo que se desmarque em cima da hora. Tenho um dia real para escrever o artigo. Mas sim. Vou conseguir. É sob pressão que me sai a minha parca arte.

Como disse a Sandra, não me posso distrair com nada. E não vou. Há que despachar o jornal. Além do tempo de que preciso para descansar. Bora lá.

Depois, o carregador do Big pifou. Assim, como quem dá aquela palha. Fiquei controladamente em pânico. Depois liguei-te.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

menos nós

Já aconteceram uma série de coisas entre nós. Já tive de te explicar, com pinta, a diferença que existe entre pedir um favor a uma amiga e a uma namorada, que já não sou.

Atendes quase sempre o telefone e quase sempre respondes de volta quando não atendeste. Falas sempre com aquela voz simpática que usas na tua profissão. Devolveste uma chamada feita às oito da manhã onde te deixei uma mensagem desnecessária. Telefonei-te depois. Chegou a uma altura em quem não quiseste falar mais, mas ligavas à noite. Disse-te que não valia a pena e que também só te tinha ligado porque estava copofónica.

O Big está com problemas, surrealmente lento. Telefonei-te e disponibilizaste-te a vir cá amanhã à tarde.

Tenho sempre a sensação ao telefone de que ficas contente por me ouvires. Tenho a convicção de que mesmo que me queiras, não sairás da postura de que não me queres.

Afastei-me de ti este fim de semana. Pensei noutros homens. Sei que não quero relações, por enquanto.

Sei que ainda gosto de ti, que queria uma noite de amor contigo, mas não sei se te quero. Acho que o que quero é mostrar-te que sou especial, que não foi como as outras. Não sei se arranjarei maneira de o fazer, dizer ou demonstrar-te isso. Não sei. Sei que há uns tempos me fazias mal mas queria-te à mesma. Não sei se te quero.


Com os meus botões



À conversa com eles, disseram me que ando com os horários trocados e assim não aproveito o dia, a luz. Com isso vem a falta de energia, um desalento despropositado, arranques de projectos adiados.

Foi uma semana dura com muitos problemas e facturas para liquidar. E um deslize no trabalho do qual me safei com elegância mas não dispensa uns trabalhinhos extra e a más horas e a cabra à espera de um erro meu.

Mas também tem havido perspectivas novas. Ténues, não obstante. Ver para querer.

Este fim de semana foi muito giro, passado com mulheres giras e homens aos piropos mas foi também uma maratona. Acabei extenuada. Tenho de meter uma abaixo. Ontem senti que a cabeça me fugia.

Esta semana tem de ser mesmo de trabalho e muitos chás no palacete. Tenho de ser responsável pelo meu equilíbrio. E começar a ser esperta.


The special ones

A minha mãe disse-me há tempos que teve um pressentimento de que o fim de nós viria a ser uma coisa boa para mim. É capaz de ter razão.

E de facto, o melhor de voltar a ser uma single girl foi passar a ter os amigos bem perto. Com interesse em saber como vão as coisas. A querer saber se estou bem. A escutarem-me até à exaustão sem fazer frete. A convidarem-me para sair e até a convidarem-se para jantar no palacete. E ainda a estimada ajuda do professor. A disponibilidade. As saídas malandras. As prendinhas do estrangeiro. A boa conversa.

Depois os novos e os ocasionais amigos. Eles e elas. Então com elas tenho-me rido à brava, feito programas e conversado muito. Sobre gajos e outras coisas.

Ela. Que abriu o coração para me contar como foi. A interpretação e a atitude. Os mails onde senti que aquelas palavras eram minhas. A amargura partilhada, já longe para ela, mais perto para mim. Surpreendeu-me pela positiva e fez-me muito bem.

Um brinde, aos amigos de sempre e aos recentes, aos ocasionais e aos intemporais!

Sexo?

Ora a indumentária, o batôn e corte de cabelo acertado têm criado as suas oportunidades. Há um mês desejei alguém que não o ex. Mas ele fugiu por causa de um sms da namorada.

Depois foi o inglês, o tal que me foi explicando ao longo de uma noite, o galanço serrado à minha volta (de amigos inclusive). Soube bem saber. Depois... adormeci sem saber se ele veio ter ao palacete, como combinado. Pura e simplesmente caí para o lado a dormir.

E ainda o puto que afinal não era tão puto que, quando eu até já me tinha decidido a dar-lhe beijinhos, foi à casa de banho e depois foi-se embora.

Ainda bem. Quando me voltar a dar alguém, me despir e misturar o meu corpo com o dele, quero que seja sem grande copofonia. Ou se calhar não. Logo se vê. É isso mesmo o mais importante: já vejo a hipótese de tal acontecer. Entretanto, tenho tido uns miminhos. Já há muito tempo que um homem não me dava um orgasmo.

Pecado

Cada vez que saio, arranjo-me. E cada vez mais dress to kill. Apetece-me sentir sexy. Faço-o com graça e aprecio os efeitos que causa. Causa muitos, alguns até de mulheres. Gastei dinheiro que me vai fazer falta no fiz do mês mas foram mesmo só uns trapinhos para subir a auto-estima e descer o frio. Sei que ando vaidosa em excesso, mas penso que isso entrará nos eixos naturalmente.
Sinto-me gira, roliça mas jeitosa, e sabe muito bem ser apreciada.

Contabilidade

Ora bem, desde que sou uma single girl, em dois meses fui ver dois documentários, duas instalações, um concerto, duas peças de teatro, dois filmes (ambos lindos) algumas noites de disco, jantares cá em casa e duas festas.

Nada mau para quem, não obstante a agenda, continua ter uns dias maus, daqueles em que o mundo me cai em cima.

Metade das coisas que vi não me disseram nada. Até me despertaram um sentido critico acutilante, eram muito lineares, que é uma coisa diferente de simples. Seja como for, eles lá fizeram os projectos, eu fiquei na plateia a ver mas cada vez mais com vontade de fazer os meus.

O melhor de tudo isto é que antes ia ver coisas por obrigação, para andar para a frente, porque tinha de ser.

Agora, vou com vontade.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Up grade


Menos doentinha fui levada ao ikeia para comprar duas mezinhas em saldo que a mãe, em conversa ao telefone, se ofereceu para patrocinar.

Fiz várias instalações de mesas com combinações de cores diferentes, sempre com a paciência e opinião do amigo gay. Perante tanta indecisão, ele foi para o café, eu decidi-me, apanhei duas almofadas, dois candeeiros e um tapete na demanda para chegar à caixa registadora.

O querido amigo gay não pôde ficar para jantar, deixou-me em casa com a mobília nova, não sei antes me demonstrar que não era preciso uma chave de parafusos para montar as mesas. Não havia parafusos.

Atarraxei estoicamente as pernas, mudei lâmpadas, experimentei, troquei, empurrei, e eis que tenho uma nova casa. Upgrade no Palacete!

Fiquei por aqui a gozar a nova casa. Está mais ampla, com lugar para mais gente, mais ... lima. Soube bem, fez bem.

Vi que não respondeste ao email idiota do “bora ai ter uma conversa simples, afinal somos amigos” que te enviei, fruto de altas temperaturas às 4 da manhã. O que uma gripe faz numa pessoa!

Acendi um cigarrinho para rir e fiquei refastelada a apreciar os novos cantos de luz, as almofadas que já enchem mais a cama, a mesa branca e a amarela. Juntas parecem uma. Excelente combinação.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

sábado, 7 de novembro de 2009

Era esta babe

Alguém me emprestou dois ou três álbuns de Bauhaus. Curioso não conseguir lembrar-me de quem. Era obrigatório gostar de Bauhaus, pelo menos para uma vanguardista em formação que nem eu.

Não os entendia muito bem. Era sombrio, era poderoso, mas não sabia muito bem de que falavam.

Foi a ouvir esta música que me identifiquei com o desalento, com a desilusão, mas também com o grito de genuídade que só a dor nos pode dar. Para mim Bauhaus é esta música que ouvi encostada à janela da sala, em repeat, numa tarde qualquer da adolescência.

Era esta babe, a música de que te falava. Afinal chama-se exactamente como te disse. Nunca te a consegui cantarolar. Fico inibida de desafinar, logo eu solista principal num coro de igreja. Não sei o que aconteceu mas, desde há muitos anos, que só consigo soltar este vozeirão que tenho, sem desafinar, se estiver embriagada. Só assim consigo ir buscar a voz ao diafragma com firmeza e elevá-la até à nota que quiser.

Tu nunca fizeste a menor ideia do que estava a falar. Tens todos os álbuns deles, mas esta música, se calhar muito simples para a complexidade de Bauhaus, era-te completamente desconhecida. Quando cantarolava a letra, fazias aquela expressão “lá está ela a falar de coisa nenhuma”.

Descobri-a hoje e tem estado a tocar em repeat. Para mim não é depressiva, é aconchegante. É como nos enrolarmos no próprio corpo e sentir que nos damos um abraço de conforto.

Estou adoentada, durmo mal e quase tudo corre mal. Já perdi a conta às pessoas que me despacharam ao telefone. Está a decorrer um jantar de uma amiga, recente é certo, que no outro dia se passou cá em casa. Acho que cortou relações comigo. Fui convidada por chat e depois desconvidada por silêncios. Gosto dela, tem a mesma natureza que eu, mas sabe sobreviver melhor. Gosto dela. Alem disso, à volta dela gravitam os “amigos” que tenho agora.

Sai de casa do Reis mais triste do que entrei. Não pelas razões que ele pensa mas antes pela indiferença com que recusou um convite improvisado para jantar ou uma ida à farmácia para me ajudar. Sim, sei que não fez por mal, mas na panóplia de indiferença em que ando, um gesto dele teria feito toda a diferença.

Fui ao super-mercado gastar dinheiro que não tenho em pequenos mimos. Fiz um esforço para lavar a loiça e fiz o jantar.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mimo

Constipação

Entre ontem e hoje, passei cerca de oito horas na loja do cidadão. Hoje, depois de escrever e rescrever a exposição a dizer que sou pobrezinha e preciso mesmo da ajuda do Estado, cometi uma ilegalidade e fui de carro para lá. Sentei-me ali naquelas salas onde só se espera e se ouve uma buzina irritante de trinta em trinta segundos. Não aguentei e fugi para o nosso quotidiano de love. Lembrei-me da sensação de estar nalgum sitio desagradável e ter a perspectiva de que a seguir ia estar contigo e tudo ia ficar bem. Agora, a escrever sobre isso, lembrei-me do jantar que me preparaste depois de um fecho horrível. Foi tão bom. Depois dessa noite nunca mais stressei tanto com os fechos, nunca mais levei aquilo tão a sério. A sério só te levei a ti, a música permanente, os ataques de riso, as mãos dadas, o amor. Aquele amor tão grande que me encheu de serenidade. Nunca um amor me deu esse equilíbrio, essa paz.

Voltei às salas onde só se espera. Senti-me tão sozinha. Retive as lágrimas, fiz uns telefonemas que ainda me fizeram sentir mais sozinha e fugi de encontro a um café pingado e um pastel de nata. Falei com a cabo verdiana simpática e fiquei a saber de um sitio novo onde se respira Cabo Verde e se come cachupa.

Voltei à loja, fui aos correios enviar um fax que me custou 13 €. Regressei a casa, comprei frango para fazer uma canja. Apesar da constipação, sei que sinto mais saudades de ser feliz do que de ti.

Vejo o teu sorriso no facebook e sinto que já não sei quem é aquele rapaz.

Esta rapariga funga pelo nariz, implora ao Estado por ajuda, conduz ilegalmente e não tem ninguém para ligar às 3 e meia da manhã.

Estou doente, é tudo.

Um presente



10º ano. Saias rosa e blusas brancas, sapatos a condizer. A vizinha original. Que fumava e andava com o grupo de amigos do irmão mais velho que tomava a bica no café.

Depois, debaixo das arcadas, no túnel do prédio às riscas, fumávamos cigarros e gastávamos conversa.

O Anica. O Anica era o gajo que fica calado e depois sabe tudo sobre tudo. Um líder discreto. O Anica sabia muita coisa, era culto.

Tratava-me sempre por princesa, queria saber da minha vida, dos meus pensamentos.Às vezes, dava-me a exclusividade da sua atenção. Os olhos dele brilhavam, quando falava comigo, não com aquele brilho de enamorado, mais de encantado. O Anica fazia-me sentir uma princesa.

Crescemos e o Anica teve uma série de confusões com a namorada primeiro, depois com os amigos. Perdi-o de vista.

Nesse tempo, deixei de ser beta e passei a ser vanguarda. Adormecia à noite com a poesia dos Smiths.

Obrigada pela viagem.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Grande

Berrei com a filha da puta da advogada, tive 5 horas na loja do cidadão, ainda não resolvi o que queria mas acabei o dia com a Sandrinha a ver O'queStrada! Nem de propósito.

Mesmo à frente do meu nariz!

less gray than the day

Foi cinzento o dia. Falei com muita gente sobre problemas e problemas, tratei da renda, da conta do café, fiz o jantar, pois que não ando lá a comer muito bem.

Liguei-te, primeiro para o telefone fixo, depois para o móvel. “Olá é a Sónia, calculo que não tenhas ainda perguntado ao teu pai sobre aquela questão. Não vale a pena, eu já encontrei uma estratégia. Obrigada. Beijinhos”. Pronto, está encerrado. Não tenho nem tens desculpas para ligar.

Lá tive que ir à tomada de posse da presidente da câmara, constipada e bem agasalhada. Vi e fotografei os presidentes, liguei ao Reis e fugi para aquela cozinha no sexto andar.

(Quanto mais conheço políticos menos gosto deles, dos protocolos, das reuniões, dos fatos parolos, da cambada de assessores que ganham quatro vezes mais do que eu).

Falei com ele, perspectivei, relativizei, até consegui ser optimista. Saiu de mim o cinzento escuro. Falámos de outras coisas, da nova direcção do Público, do misteriosamente “famoso Reis”. Rimos e fumámos mais uma. Ainda tive a sorte de uma massagem. Tão bom. Gosto tanto de ti Reis.

Que nem uma menina bem comportada entreguei a carta ao sr. policia. Que, não dizendo, disse que sabia que seria tentada a pegar no carro. Não condenou nem concordou. Entendeu.

Sai sem a carta e conduzi para casa. Fiz um chá de alecrim, limão e gengibre e pus-me a ouvir Smiths. Tomei um Benuron. Amanhã cedo tenho de ir à loja do cidadão.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"Não vinha nenhum mal a este mundo"


Ainda não consegui resolver nada. Mesmo assim acordei cedo para o ilustrador voluntário vir cá ajudar-me a fazer o blog das crónicas. Tão querido.

Tomei café com o vizinho gay e percebi o quanto estou irritada. Cheguei a casa, tive um ataque de choro e adormeci. Acordei com sintomas de gripe. As gripes em mim são de facto psicossomáticas.

Decidi fazer a minha última viagem legal até casa do Reis. Tem me aturado como ninguém, especialmente para alguém que tem da vida uma perspectiva muito crua. Escuta-me sempre, dá-me sempre apoio. Gostou do blog das crónicas que, apesar dos incentivos, não tenho tido a menor vontade de escrever.

O Sr. Policia disse-me que se não tinha o número do processo não podia receber a carta mas também que “não vinha nenhum mal a este mundo” se a entregasse amanhã, que eu fosse da parte no horário da noite que ele estaria lá.

Também não me apetece escrever sobre sem nós. Fiquei de facto amargurada contigo, com a indiferença que mostraste nos últimos telefonemas. Andar a dormir contigo aos sopapos, só me fez amargurar mais o que sinto ou senti por ti.

Ai tanto que me amavas, ai tanto que me desprezas.

Estou engripada de facto e só quero dormir. Amanhã tenho de me mexer.

Passei pelo facebook. Passas dias sem postares, normalmente só adicionas amigos. Hoje, no entanto, anunciaste que vais a um concerto. Por baixo desse post uma Lola clicou um like. Lola deve ser a tua amiga espanhola com quem te fartaste de foder em Cádis e vieste de lá um homem novo. Pouco depois conheceste-me.

Fiquei cheia de ciúmes e apercebi-me o quanto era ridículo senti-los. Já não somos nada um ou outro e, como fizeste questão de mostrar, nem amigos. Querias ser meu amigo, antes de voltares a dormir comigo e me tratares como a coisinha mais desinteressante que conheceste.

Pois a tua vida continua, nada melhor de uma velha amiga para te por a energia em dia. Se calhar não é nada disto e estou a fazer um filme. Não interessa. O que interessa é que me confrontei hoje que já não andas a lamber as feridas (alguma vez o terás feito?). A ser verdade, espero que fodas muito, sem preservativo, como gostas, e apanhes uma infecção qualquer. Sei que é brejeiro este sentimento mas só agora é que me lembrei de novo o quanto me trataste mal e magoaste.

“Nunca ninguém me tratou tão bem como tu”, disseste-me mais do que uma vez. Big mistake, o que tu gostas mesmo é que tratem mal, deve ser um complexo que te vem do teu pai para quem, aos teus olhos, nunca conseguiste ser um grande homem. Aos meus olhos também não.

domingo, 1 de novembro de 2009

A voz do lobo


Obrigada António Sérgio. Terei saudades todas as noites.