segunda-feira, 23 de novembro de 2009

menos nós

Já aconteceram uma série de coisas entre nós. Já tive de te explicar, com pinta, a diferença que existe entre pedir um favor a uma amiga e a uma namorada, que já não sou.

Atendes quase sempre o telefone e quase sempre respondes de volta quando não atendeste. Falas sempre com aquela voz simpática que usas na tua profissão. Devolveste uma chamada feita às oito da manhã onde te deixei uma mensagem desnecessária. Telefonei-te depois. Chegou a uma altura em quem não quiseste falar mais, mas ligavas à noite. Disse-te que não valia a pena e que também só te tinha ligado porque estava copofónica.

O Big está com problemas, surrealmente lento. Telefonei-te e disponibilizaste-te a vir cá amanhã à tarde.

Tenho sempre a sensação ao telefone de que ficas contente por me ouvires. Tenho a convicção de que mesmo que me queiras, não sairás da postura de que não me queres.

Afastei-me de ti este fim de semana. Pensei noutros homens. Sei que não quero relações, por enquanto.

Sei que ainda gosto de ti, que queria uma noite de amor contigo, mas não sei se te quero. Acho que o que quero é mostrar-te que sou especial, que não foi como as outras. Não sei se arranjarei maneira de o fazer, dizer ou demonstrar-te isso. Não sei. Sei que há uns tempos me fazias mal mas queria-te à mesma. Não sei se te quero.