quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Inverno

Tive mais um ataque de choro. É assim desde aquela conversa. Não é todas as noites mas em algumas, como esta, quando o sono não vem e não sei porquê, foge-me o pensamento para aquele nós, que há tanto tempo não existe, rolam-me lágrimas pelo rosto e choro compulsivamente. Inconsequentemente, tristemente choro por ti, tu que não gostas de mim.

Uma hora e um quarto ao telefone. Se o Office demorou 15 a 20 minutos a instalar o resto do telefonema foi eu a criticar-te, a mandar-te abaixo, a pôr-te defeitos e tu a ouvires. Sim, argumentaste, sim calaste-te quando afirmei que era especial (és tão mau), discutiste até e mandaste-me calar para argumentares, para me dizeres que foi apenas uma paixão, para falares mais uma vez naquela tua vida que andas a correr atrás, tu, que afinal és um adolescente, tu que não sabes o que é amar. Eu sei e preferia não saber. Aquele telefonema levou-me àquele ponto onde já não estava há muito tempo, aquele tal ponto que, quando te vi há 15 dias na festa, me fez, sem pestanejar, fugir de ti. Não te quero, quero alguém melhor do que tu, bem melhor. Alguém que me faça voltar a agarrar a vida, essa minha vida que quero correr atrás, aquela tal vida onde, com a capacidade de fazer qualquer coisa, consiga fazer todas as coisas. Odeio-te. Não choro por ti, choro por mim que, feita parva está uma hora e um quarto ao telefone contigo. E continuo com a sensação de que tudo o que dizes é falso, é feito para me afastar, é feito para te defenderes do amor que sentes por mim e que te assusta. Pois, tu admitiste há tempos que tinhas medo de mim. No mesmo discurso em que disseste que, sem mim, estavas perdido. Pronto, consegui estancar as lágrimas, por hoje. Odeio-te, que é quase a mesma coisa que amar-te.

domingo, 9 de maio de 2010

Sabe Lá Bem (SLB)


Não escrevo aqui porque... porque não escrevendo não sofro tanto. De uma uma atitude e boa disposição, a mexer-me, sem pensar ou querer sequer pensar em ti, fui andando o meu caminho.

O filme do jornal (estou de novo despedida mas se calhar não...), a lua cheia, a copofonia, comover-me e chorar quando um homem entrou dentro de mim, uma paragem de digestão que me deitou por terra durante 3 dias, saber logo de seguida que andas por ai a foder, tal e qual como o adolescente que fazes questão de ser, porque ainda não tinhas sido. Ver-te, em tua casa, tu defendido pela presença do amigo comum.... tudo isto deitaram-me abaixo, roubaram-me energia e fé. Fujo paras as brincadeiras perigosas e toco-me até à exaustão.

Mas apenas perdi de vista o que está em vista. E tenho tido reencontros com pessoas que gosto, da minha área, e mais umas pequenas coisas. E a presidente preferida vai dar-me uma data. Tem de dar. E todo este sentimento que me traiu de novo por ti, vai passar.

Por isso mesmo é altura de um novo blog. Que não fale de nós, menos de mim, e mais das pessoas lindas que fazem parte da minha vida. Histórias minhas, é certo, mas com os outros.

Talvez volte aqui para uma recaída ou outra. Mas neste momento para além da vidinha pela frente, quero um amigo colorido. Apetece-me foder. Apetece-me sempre. Penso nunca te ter dito que não me apetecia. E acabei de descobrir que não dá com estranhos. Nem contigo que foges de mim como o Diabo da cruz. Tenho efeito em ti não tenho? Estou para aqui às 5 da manhã com uma insónia a pensar como te foder sem te dar hipótese de resistires.

Bom, já chega de ti. Hoje o Benfica sagrou-se campeão!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

humm

terça-feira, 20 de abril de 2010

Sem nós alguns

Fazes anos, hoje dia 21 de Abril. Trinta e cinco. Não te vou dar os parabéns nem por telefone, sms ou face. Quero-te bem, mas quero-te longe de mim, sem saberes de mim.

Boa a sensação de estar centrada em coisas que ando a fazer. Assusta-me sentir acelerar um pouco. Mas, há coisas feitas e ideias de coisas para fazer. Há um convite à espera. Há também um jornal à beira de ser arrasado pela cabra da editora (eles bem que merecem). Tenho de escolher o timing e tentar a sorte (direitos que me assistem) sem ondas. Dá-me x e nunca mais me vez ou vemo-nos em tribunal. Não quero tribunal, quero o meu e sair dali, mesmo que fique uns tempos sem um posto fixo. Há também a hipótese de me dizerem adeus amanhã. Mas, vistas bem as coisas, essa hipótese é uma constante.

Hoje conheci um construtor de violinos. Quero fazer um retrato dele. Para revista que é pra cima. E ainda o site. E o jornal que não pode falhar. E o documentário que irá mesmo para a frente. Tenho de trabalhar, ainda não li a informação. Não me chega o tempo - má gestão.

Mas, é verdade, já tenho médica de família. A que eu queria. E consulta marcada.

Amanhã, ou seja hoje, é dia de ir à revista que é pra cima e receber à noite os navios afundados.

Não há dinheiro, tenho 5 euros. Está-se bem, ou o melhor que se pode.

Parabéns Pedro Joel, há um ano deixaste a festa de anos em tua casa para dormir comigo. Foi há um ano. Tornou-se numa fotografia. Desde de que, claro, não te veja.

Hora de mudar a foto deste blog.

sábado, 17 de abril de 2010

madrugada

O sempre morto que nasce todos os dias esteve no palacete. O fotógrafo que é um querido, mas cospe no prato de onde come. O inesperado Bolas. Três textos, com boa companhia. Soft. Só destoa, neste quadro, o relógio. São 8h 36.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Aprovado


Meia hora de atraso, chuva. No problem, o sr presidente do conselho de administração estava mortinho por aparecer no jornal. Passagem pelo “já te ligo”. Banho em casa da mãe, máquina café, mochila vermelha, creeeeemmeeees a cheirar a morango, boa conversa, risada. Ambiente leve. Chuva. Um cigarrinho na fila da inspecção. Carta verde, 20 minutos com o querido amigo do fim do mundo, preso na própria vida mas giraço como sempre. Fiz questão de lho dizer mais do que uma vez. Sweet. Chuva. “O perfume” para o meu querido afilhado, a acompanhar com rebuçados para se manter doce, preservativos para sexo seguro. Sr. secretario de estado palrador compulsivo, a presidente da câmara preferida. Temos um segredo. Bolo negro. Chuva. Cor e saltos, e miúdas giras e pernas para o ar. A rolha de metal para o vinho. Chuva. Cansaço mas vou levar-lhe um cigarrinho para rir. Caracóis negros. Empadão de atum. As novidades dela. Três colares novos. Sweet, sweet. Cansaço,, três lugares para estacionar. E ainda o fotografo a pedir os textos. Percebi que o impressionei. E textos para o site da amiga dele.

Queijo de ovelha, chouriço, bolachinhas preferidas, broa, chá príncipe com uma rodela de gengibre a boiar. Feito na cafeteira nova que a mãe deu. Mais um cigarrinho. 170 km em piso molhado com pneus novos. Apetecia-me tocar mas não tenho forças. Foi um dia bom. É tão bonito o som da chuva a cair lá fora.

domingo, 11 de abril de 2010

Quanto mais estranho melhor



É sempre a assistir

É engraçado, não é? Enquanto andei a lamuriar-me por ti, fui fazendo coisas que não escrevi aqui. Histórias minhas, embrulhadas na vida dos outros, coisas boas.

Mas pronto, estou a fazer o luto de ti, concentrada em mim. Com desvios é certo, asneiras, mas obra feita, amizades cimentadas. Em duas semanas publiquei dois artigos num jornal nacional. Aguentei calada os sapos do emprego, a maldade. Tive a ajuda de amigos, entre eles o meu querido professor. Sinto-me bonita, a acreditar no amor, nas portas que vou abrir. Sim, com asneiras e desvios, mas vou lá, aquilo sítio que não sei onde é mas sei que é para lá que vou.

Hoje um amigo levou-me ao trabalho e a um jantar de outro amiga. Hoje publiquei um artigo sobre uma pessoa de quem gosto muito. Dois privilégios em um.

Estou tesa, não sei como vou arranjar o carro e tenho andado aí sem inspecção mas, se me deixar de lamúrias, sou rica tenho amigos e amigas, mesmo que elas se tenham baldado ao meu jantar de Sras. Gajas. Veio uma, foi quanto bastou.