quarta-feira, 21 de abril de 2010

humm

terça-feira, 20 de abril de 2010

Sem nós alguns

Fazes anos, hoje dia 21 de Abril. Trinta e cinco. Não te vou dar os parabéns nem por telefone, sms ou face. Quero-te bem, mas quero-te longe de mim, sem saberes de mim.

Boa a sensação de estar centrada em coisas que ando a fazer. Assusta-me sentir acelerar um pouco. Mas, há coisas feitas e ideias de coisas para fazer. Há um convite à espera. Há também um jornal à beira de ser arrasado pela cabra da editora (eles bem que merecem). Tenho de escolher o timing e tentar a sorte (direitos que me assistem) sem ondas. Dá-me x e nunca mais me vez ou vemo-nos em tribunal. Não quero tribunal, quero o meu e sair dali, mesmo que fique uns tempos sem um posto fixo. Há também a hipótese de me dizerem adeus amanhã. Mas, vistas bem as coisas, essa hipótese é uma constante.

Hoje conheci um construtor de violinos. Quero fazer um retrato dele. Para revista que é pra cima. E ainda o site. E o jornal que não pode falhar. E o documentário que irá mesmo para a frente. Tenho de trabalhar, ainda não li a informação. Não me chega o tempo - má gestão.

Mas, é verdade, já tenho médica de família. A que eu queria. E consulta marcada.

Amanhã, ou seja hoje, é dia de ir à revista que é pra cima e receber à noite os navios afundados.

Não há dinheiro, tenho 5 euros. Está-se bem, ou o melhor que se pode.

Parabéns Pedro Joel, há um ano deixaste a festa de anos em tua casa para dormir comigo. Foi há um ano. Tornou-se numa fotografia. Desde de que, claro, não te veja.

Hora de mudar a foto deste blog.

sábado, 17 de abril de 2010

madrugada

O sempre morto que nasce todos os dias esteve no palacete. O fotógrafo que é um querido, mas cospe no prato de onde come. O inesperado Bolas. Três textos, com boa companhia. Soft. Só destoa, neste quadro, o relógio. São 8h 36.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Aprovado


Meia hora de atraso, chuva. No problem, o sr presidente do conselho de administração estava mortinho por aparecer no jornal. Passagem pelo “já te ligo”. Banho em casa da mãe, máquina café, mochila vermelha, creeeeemmeeees a cheirar a morango, boa conversa, risada. Ambiente leve. Chuva. Um cigarrinho na fila da inspecção. Carta verde, 20 minutos com o querido amigo do fim do mundo, preso na própria vida mas giraço como sempre. Fiz questão de lho dizer mais do que uma vez. Sweet. Chuva. “O perfume” para o meu querido afilhado, a acompanhar com rebuçados para se manter doce, preservativos para sexo seguro. Sr. secretario de estado palrador compulsivo, a presidente da câmara preferida. Temos um segredo. Bolo negro. Chuva. Cor e saltos, e miúdas giras e pernas para o ar. A rolha de metal para o vinho. Chuva. Cansaço mas vou levar-lhe um cigarrinho para rir. Caracóis negros. Empadão de atum. As novidades dela. Três colares novos. Sweet, sweet. Cansaço,, três lugares para estacionar. E ainda o fotografo a pedir os textos. Percebi que o impressionei. E textos para o site da amiga dele.

Queijo de ovelha, chouriço, bolachinhas preferidas, broa, chá príncipe com uma rodela de gengibre a boiar. Feito na cafeteira nova que a mãe deu. Mais um cigarrinho. 170 km em piso molhado com pneus novos. Apetecia-me tocar mas não tenho forças. Foi um dia bom. É tão bonito o som da chuva a cair lá fora.

domingo, 11 de abril de 2010

Quanto mais estranho melhor



É sempre a assistir

É engraçado, não é? Enquanto andei a lamuriar-me por ti, fui fazendo coisas que não escrevi aqui. Histórias minhas, embrulhadas na vida dos outros, coisas boas.

Mas pronto, estou a fazer o luto de ti, concentrada em mim. Com desvios é certo, asneiras, mas obra feita, amizades cimentadas. Em duas semanas publiquei dois artigos num jornal nacional. Aguentei calada os sapos do emprego, a maldade. Tive a ajuda de amigos, entre eles o meu querido professor. Sinto-me bonita, a acreditar no amor, nas portas que vou abrir. Sim, com asneiras e desvios, mas vou lá, aquilo sítio que não sei onde é mas sei que é para lá que vou.

Hoje um amigo levou-me ao trabalho e a um jantar de outro amiga. Hoje publiquei um artigo sobre uma pessoa de quem gosto muito. Dois privilégios em um.

Estou tesa, não sei como vou arranjar o carro e tenho andado aí sem inspecção mas, se me deixar de lamúrias, sou rica tenho amigos e amigas, mesmo que elas se tenham baldado ao meu jantar de Sras. Gajas. Veio uma, foi quanto bastou.



quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quase lá



Lá passou a maratona do fecho. Com a histórias dos feriados da Páscoa as coisas ficaram arrumadas cedo. Não se falou mais do meu “despedimento”. Portei-me bem, dei a volta à questão, espero.

Fui finalmente tomar o tal chá com a minha presidente preferida. Foi ela quem tomou a iniciativa. Não fui à espera de nada mas, tal como suspeitava o professor querido, ela fez-me um convite. Uma avença para um trabalho sem horários, com tempo para me dedicar a outras projectos, como fez questão de referir, mais do que uma vez. Não é para já, mas a ser (e acredito que não esta senhora não fala da boca para fora) vai permitir-me largar o infernal jornal. Vamos ver, espero que sim. Talvez seja um passo determinante para mudar de vida

E ainda anda no ar o documentário com o tipo do mergulho que até me quer dar uma câmara para a mão. E vou continuar a bater a outras portas. E tenho mais projectos que não vou adiar mais. Não vou.

Os meus amigos continuam por perto. Ontem , o amigo de sempre fez-me vir em catadupa só com a língua. Comovi-me, há muito que um homem não me dava prazer, assim, a sentir o que eu estava a sentir. Assim, sem pestanejar.

Depois, pelo meio a nova vizinha que, sendo uma querida, me acaba por colocar em cenários de brincadeiras perigosas. Antes de ontem não resisti. Ontem estava com a cabeça feita em água, hoje estou com a angústia de escrever o artigo sobre a minha diva e ... outra vez bloqueada. Que merda! Que se passa? É medo? É ressaca da asneira?

Bom, já chega de auto comiseração. Vou escrever o artigo, vou escrever o artigo, vou escrever o artigo!