quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quase lá



Lá passou a maratona do fecho. Com a histórias dos feriados da Páscoa as coisas ficaram arrumadas cedo. Não se falou mais do meu “despedimento”. Portei-me bem, dei a volta à questão, espero.

Fui finalmente tomar o tal chá com a minha presidente preferida. Foi ela quem tomou a iniciativa. Não fui à espera de nada mas, tal como suspeitava o professor querido, ela fez-me um convite. Uma avença para um trabalho sem horários, com tempo para me dedicar a outras projectos, como fez questão de referir, mais do que uma vez. Não é para já, mas a ser (e acredito que não esta senhora não fala da boca para fora) vai permitir-me largar o infernal jornal. Vamos ver, espero que sim. Talvez seja um passo determinante para mudar de vida

E ainda anda no ar o documentário com o tipo do mergulho que até me quer dar uma câmara para a mão. E vou continuar a bater a outras portas. E tenho mais projectos que não vou adiar mais. Não vou.

Os meus amigos continuam por perto. Ontem , o amigo de sempre fez-me vir em catadupa só com a língua. Comovi-me, há muito que um homem não me dava prazer, assim, a sentir o que eu estava a sentir. Assim, sem pestanejar.

Depois, pelo meio a nova vizinha que, sendo uma querida, me acaba por colocar em cenários de brincadeiras perigosas. Antes de ontem não resisti. Ontem estava com a cabeça feita em água, hoje estou com a angústia de escrever o artigo sobre a minha diva e ... outra vez bloqueada. Que merda! Que se passa? É medo? É ressaca da asneira?

Bom, já chega de auto comiseração. Vou escrever o artigo, vou escrever o artigo, vou escrever o artigo!