
A minha mãe disse-me há tempos que teve um pressentimento de que o fim de nós viria a ser uma coisa boa para mim. É capaz de ter razão.
E de facto, o melhor de voltar a ser uma single girl foi passar a ter os amigos bem perto. Com interesse em saber como vão as coisas. A querer saber se estou bem. A escutarem-me até à exaustão sem fazer frete. A convidarem-me para sair e até a convidarem-se para jantar no palacete. E ainda a estimada ajuda do professor. A disponibilidade. As saídas malandras. As prendinhas do estrangeiro. A boa conversa.
Depois os novos e os ocasionais amigos. Eles e elas. Então com elas tenho-me rido à brava, feito programas e conversado muito. Sobre gajos e outras coisas.
Ela. Que abriu o coração para me contar como foi. A interpretação e a atitude. Os mails onde senti que aquelas palavras eram minhas. A amargura partilhada, já longe para ela, mais perto para mim. Surpreendeu-me pela positiva e fez-me muito bem.
Um brinde, aos amigos de sempre e aos recentes, aos ocasionais e aos intemporais!