Ao longo do dia do espelho trocado e do mecânico que ficou zangado de eu não ter aparecido de manhã, do cheque traçado que me levou a 4 bancos e ao Sr. Eduardo que me trocava cheques quando era adolescente. O dia em que a senhoria porreira me ligou quando estava mesmo a entrar para o banco, o banco onde é preciso ter um NBA para ter um cheque. Depois esperar pelo mecânico sem bateria no telemóvel, só com chuva miudinha. E a calma do atelier do gráfico da “quinta”. Falar com a amiga produtora com o nokia do mecânico no carro do amigo dele. À minha amiga cortaram-lhe a tv cabo e net sem aviso. Farmácia, comprimidinhos par a alma e a diferença entre gel de água e gel intimo. Durex, pois claro. Pouco trânsito em hora de trânsito. Ele, lindinho, tão simples que nem parece novo. Meu, com a transferência por fazer. Iva e islamismo. E a Catarina que tem 19 meses e quase só diz olá. Disse-me adeus. Bomba, Pingo Doce, Caixa, Sr. Jorge, casa. E o João do espelho que me pagou 60€ mas levou o retrovisor partido. E apagar números de telefone. E o email azul. E a editora cabra a fazer-me queixas e a aconselhar-me a mandar currículos. E depois, a “parte boa”, o prémio que a junta de freguesia do Sobralinho vai dar ao jornal pela cobertura que eu faço. E os tristes dos patroezinhos a pensar quem deverá ir receber a placa de latão.
No meu lindo white Mac (olha descobri o nome) pus o Itunes a fazer de dj. Lá me deu o estado de espírito que me traduz no face book. Ao som de Gui Boratto já te despiste para mim. Prenda de anos. Não me lembro do teu número de telefone. Nem de nenhum outro. Como disse à amiga actriz, no telefonema fora de horas: tenho um computador para rentabilizar, estou frágil, preciso de me focar em fazer coisas e cortar com quem não me faz nenhum bem por aí além. Sem falar muito nisso.
PS: vou experimentar o gel “íntimo”. Não é mais bonito dizer gel de água?