terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

este dia está mesmo quase a chegar ao fim

Ontem foi difícil. A amiga produtora ajudou a fazer as contas Acalmei um pouco pois percebi que nem fiz nenhum grande disparate, tive foi muitos imprevistos, todos seguidos. Depois falei com o professor. Chorei. Achei-o distante. Disse que me ia enviar uma carta. Nada mais. Tive de sair à rua depois do telefonema. Encontrei um conhecido antigo que me fez uma grande festa e um grande charro de erva. Percebi que estava perdido, percebi que ajudou estar comigo, foi para casa direitinho, até que eu declinei o indirecto convite. Ainda passei por casa da amiga actriz que estava muito enfiada no face. Vim para casa a acreditar que ia acordar bem, fazer as minhas entrevistas, etc., etc.

Desmarquei ambas, só saí da cama para ir ao correio. A carta não tinha chegado. Fiquei por aqui e, num esforço transcendental (ajudou o facto de não ter cigarros) lá saí à rua sem tomar banho, sem destino. Quis ver o mar. Ontem fui a Cascais mas só olhei para ele de esguelha. Hoje quis conduzir (pois que há 3 meses que não o fazia), liguei ao amigo que me faz rir sempre que foi ter comigo, levou-me a uma esplanada com o mar a rebentar-me à frente. Depois ainda me disse que sou muita exaustiva e essa é a imagem que as pessoas retêm. Fiquei triste, pensei que tinha ultrapassado essa imagem. Depois falou do puto do skate (e aí fiquei sem saber se o exaustiva era em referência a ele ou geral). Depois de ontem ter ido à galeria ter com este amigo que não apareceu e, em vez dele, estava lá o puto do skate, o que fez mesmo parecer que ando atrás dele, lá fiquei a saber que o puto do skate me acha “chata” e até comentou com o meu amigo. Até foi bom falarmos sobre isso, acho que ele percebeu o ridículo da cena. E fiquei também orgulhosa de mim que ontem, sem pestanejar depois de sair da galeria, apaguei os telefones do puto do skate.

Ainda não tinha virado as costas ao mar.. liguei-te. Não atendeste. Deixei o amigo que me faz sempre rir, enganei-me no caminho e fui direita ao restaurante do tal conhecido. Já ontem lá tinha ido determinada a ir para a cama com ele. Felizmente estava de folga. Lá voltei para ir buscar o cachecol que me esqueci e fui tratada com indiferença total. Ainda bem.

No caminho para Lisboa ligou-me o meu pai para saber de mim. (há dias liguei à noite, com os copos à minha mãe a pedir colinho.... que disparate. Acho que ainda está muito ofendida). Depois ligaste tu a explicar que não tinhas atendido porque estavas na mota. Gostei tanto de te ouvir. Perguntei se tinhas planos para jantar. Disseste que sim. Ok, pronto. Depois ligou o realizador produtor a quem já tinha convidado para tomar café. Convidou-me para jantar e ver o derby. O Benfica ganhou 4-1.

Depois vi no meu mail que amanhã vai chegar a carta do professor. Estou um caco de ansiedade.

A seguir fui direitinha à tua porta. Apaguei o teu número à tarde, depois do telefonema, à noite estou parada à tua porta a fazer não sei o quê...

Não sei se vou ter dinheiro para pagar a renda, comprar um Mac, não mexi uma palha para o jornal (limitei-me a desmarcar entrevistas), ando a beber e a parar, começo a ter ataques de pânico, estou sem cabeça, sem esperança, sem alento, sem amor. Sobrevivem amigos que não permanecerão se continuar por aqui. Tal como tu colega da faculdade que não me dizes uma única palavra.

Estou assim, doente, a necessitar urgentemente de ir ao médico (preciso de 100

€) e depois de levar mais uma tampa tua, fui pôr-me à tua porta.

Não isto não é amor por ti, não nada disso. Isto tudo é só falta de amor próprio. Amanhã é um novo dia.

E só um pequeno GRANDE pormenor. Nestes dias nebulosos, a amiga de sempre foi comigo a Montemor, passou o dia todo comigo, aturou-me em Cascais no dia seguinte e hoje, perante um telefonema de pânico meu, ofereceu-se para vir cá passar a noite. Não deu para vir, mas ofereceu-se. Ando para aqui a escrever sobre gajos e gente que não me merece, é altura de passar a escrever sobre quem gosta de mim e mostra, uma e outra vez. Obrigada linda, fizeste toda a diferença.