Tão disperso o último texto. Um pouco como ando. Talvez seja de facto daquelas pessoas que, por mais que tudo esteja bem, há sempre alguma coisa que não está. Talvez.
Mas, de facto, passei o fim de semana em casa do puto do skate, o tal que de puto pouco tem. Simples, sem grandes palavras, quase sem beijos fora da cama, mas muito cool. De facto, passar 48 horas em casa de alguém que não conhecemos e fazermos um fim de semana de cozinhados, compras no super-mercado e filmes, é qualquer coisa. E, apesar de ele dizer pouco, leva-me café à cama, compra-me o jornal e tabaco e está sempre a pôr-me à vontade. E, cada vez que começo a achar que o puto já não está a fim, eis que me aparece no Face a brincar comigo. Nada mau para alguém que me caiu do céu aos trambolhões. Na 5ª feira disse que ia comigo a Montemor buscar a minha adorada carta de condução.
Entretanto, feitas as contas, ainda não as paguei todas, já não tenho dinheiro. Nem Mac, nem dinheiro para nada. Não obstante, venho de um jantar de amigos, tenho planos para o teatro e outras coisas. Tenho amigos que me prestam atenção. Tenho muita coisa.
Mas, continuo a acordar sem vontade de sair da cama. Hoje tive um novo ataque de choro. Acho que estou doente. Terei que ver isso, não volto nesta vida a ter uma depressão. Não posso, já sofri demais, já perdi anos de vida.
Sei há muito qual é a questão. Não acredito em mim. Nem para escrever uma cena para o realizador produtor, nem para escrever para o jornal nacional, nem para nada. Será que será sempre assim? Será que nunca irei pegar a minha vida pelos cornos?
Quanto a ti, que me mandas o código errado para fazer um reset ao Mac (conheço-te tão bem, fizeste de propósito para que te ligasse), não me mereces mais comentários.