Depois veio a 2ª versão, a “cereja em cima do bolo” que a sister me quis dar. Era altura agora de o abordar. Estava carente. Saltei da serenidade do luto para a inquietação. Liguei-lhe no dia seguinte para combinar dar-lhe o rancho. Nunca perguntou o que tinha para lhe dar, não quis que fosse com o Henrique presente, enxotou-me da família. Custou-me, não tinha ideia de me fazer convidada, fazia apenas mais sentido ir dar-lhe o taparuer a casa. Fiquei inquieta, sem saber que fazer.
No dia seguinte, a lembrança de dizeres que a nossa relação era destrutiva, a impossibilidade de ir a tua casa, a hora que marcaste para vir à minha sem que tenha sugerido, juntaram-se à falta de vontade de cozinhar para ti um rancho, prato que custa dinheiro e dá trabalho. Para quê? Para o levares no taparuer para o jantar e me dispensares uma hora de atenção? Não, assim não. Se não queres não queres e assim troco a paz da dor do luto pela inquietude que os teus nins me provocam.
Com um simples e seco sms cancelei o encontro sem explicações ou falamos depois. Estou triste e de luto, programei uma queca porque me apetecia mas, na altura, não quis. Parei e fui levá-lo a casa. Estou de luto.
A neura da chuva e o abuso de guloseimas, o ordenado aos bochecos, a chuva persistente e permanente deram-me cabo da energia.
Mas hoje encomendaram-me dois trabalhos para a revista nacional. Estou meio em pânico, com o jornal atrasado mas amanhã tenho uma coisa que não tive hoje para sair da cama: um motivo.