A amiga actriz ligou a caminho do mar. Já tinha ligado. Eu que me pusesse a andar e fosse ter com ela e o amigo que me faz rir para a esplanada de frente para o mar. Tinha um sms teu.
Era tarde, precisava mesmo de trabalhar mas fui e fugi do décor dos últimos dias. A caminho avisaram-me de que não iam demorar. Logo a seguir apanhei um acidente no acesso à ponte. Não faz mal, sozinha sou capaz de efectivamente trabalhar. Li o teu sms. Era simpático, até andaste à procura de um fio para me oferecer. Despedias-te com bjs. Respondi que encontrara o fio e agradeci. Despedi-me com bjs e não pensei mais em ti.
Refugie-me do sol de chapa, cumprimentei o mar. Estava tranquilo com um bando de surfistas pelo meio. Uma criança molhava os pés.
Pedi um hambúrguer e a custo escrevi dois textos. O amigo que me faz rir convidou-me para passar pelos ensaios e continuar a trabalhar lá. Houve uma altura em quem pensei em vir para casa. A guitarra, os vídeos, as discussões, as canções, tudo ao mesmo tempo, criavam ruído mas habituei-me a ele. Trabalhei, jantei à borla pois o amigo que me faz rir encontrou dinheiro a caminho do restaurante e pagou a despesa. Continuei a trabalhar.
Depois lembrei-me de guloseimas e combinei com a amiga actriz que diz que vai já já ter a casa mas acabou por ligar às seis. Até fiz mais um texto, escrevi aqui e reli a crónica. A actriz amiga ainda me pediu para lhe ler outras. Que bom.