Ontem não acordei às 9 mas antes do meio dia já estava de jornal em cima da mesa do único café do bairro onde se pode fumar. Dei uma bela caminhada até lá, bebi duas bicas e li o jornal de fio a pavio. Belo Sábado. Ao telefone com a amiga produtora considerei um almoço a correr mas preferi ficar na minha manhã bairrista. A caminho de casa encontrei o bairrista dos olhos malandros. Está com boa ar, ar de vida saudável. Assim como a conversa. Tem um cão, está muito “construtivo” com a namorada, em paz, sem os infernos das noites. Bonito. Fumamos um charro enquanto comentávamos que charros a esta hora era para se perder o dia.
Dito e feito. Deixei a casa arrumada e sentei-me a navegar no Mac. Lá consegui acabar a agenda. Depois entreguei-me a uma sessão continua de porno, filmes, noodlles chinesas, croissants com chocolate derretido e séries de detectives. Muito chá. A pensar em ti? Sim, o tempo todo. No passado, no presente de onde não faço parte, da ajuda para te mudares para a casa nova que não pediste, no meu presente onde arranco e páro e páro e arranco. Não és o the one, tu próprio o dizes descansado. Consegues viver sem o meu amor, apesar de me amares. Este texto está a ficar muito lamechas e apetece-me é falar de outras coisas.