Resolvi falar. Para te perguntar o que queres daqui. Fez bem estares um mês sem me pores a vista em cima. Fez, admitiste que tiveste saudades. Não me lembro de toddas as coisas que te disse. Já sabia que, o que me dizes, por norma significa o oposto. Que te vais embora mas deixas sempre uma "anzol" para nos vermos. Assusto-te, concordaste finalmente. Perguntei o que era esse daqui para a frente Não soubeste responder mas lá disseste, a custo, que teria de ser diferente, leve e sem expectativas. Que andavas muito ocupado, não tens disponibilidade para me dar atenção. Disse-te que fui lá para saber se havia alguma coisa entre nós, pois encontrei alguém que me dá conforto. Voltaste ao ar de peixe e ficaste "muito contente por mim". Disse-te que não andava com esse alguém, mas tinha de andar com a minha vida para a frente. E lá fomos falando. Levantaste-te para me fazer uma festa, não tiveste coragem para me dar um beijo. Deixei-me estar e pensei em ir embora.
Estava perplexa com a declaração de amor. Se por um lado a queria ouvir, por outro não fazia ideia do que implicava. Sem expectativas? Com poucas mas com alguma, respondi-te. As relações descomprometidas fazem-se com quem não se gosta.
Disseste que me amas, "estás perdido por mim". Começámos a fazer amor. Dormimos na tua cama abraçados. Foi bom, há muito que não dormíamos assim, um com o outro. Acordaste bem disposto e rebolámos na cama, antes do pequeno almoço. Apareceu a tua irmã com um dos dramas habituais. Tinhas de ir buscar o filhote. Eis que liga a amiga actriz e combinamos lanchar em minha casa. Percebeu logo onde estava.
Vi o teu filhote que, primeiro se fez tímido, mas depois me abraçou. Caiu-lhe um dente. Gosto dele, sinto-o um pouco como um filho adoptado. Fomos dar a volta que a tua irmã pediu. Deixaste-me em casa, desceste, beijaste-me e pedi-te para vires cá ter à noite. Com doçura disseste que não, precisavas de acordar cedo. Até já amor aos bocados.