
Acordei com a senhora do seguro do carro a dizer que está em cima da sacana da outra seguradora que não se decide a pagar-me o arranjo. Foi ainda na cama que tomei café e fumei uns cigarrinhos ao telefone com a secretária simpática que tem os contactos de toda a gente. A seguir vi no email o resto das respostas do anão que até estavam engraçadas. Deu para ver que se esforçou. Ai que menino bonito. Falei com a mamã, com a amiga actriz que é uma querida, comi um canja, fui comprar chá de Lúcia-lima e sentei-me serenamente no palacete arrumadinho a escrever.
Já tinha o texto na cabeça. Concentrei-me e eis que o editor me envia um email a perguntar pelo artigo e eu a escrevê-lo tranquilamente, sem stresses exacerbados.
Fiz uma pausa para comprar uns bolinhos (ai aqueles de doce de ovos com amêndoas!), fumei um charrinho e continuei.
Terminei às 19.30 e eis que me liga o professor que ia dar uma aula, mesmo aqui ao lado. Jantámos um crepe de fugida e trocámos uns piropos. Estava com saudades de o ver, confesso.
Fui a casa do vizinho gay que me pôs a ler o texto. Gostou. Mais um cigarrinho e casa comigo.
Estou mais cansada do que pensava e amanhã tenho de ir de comboio fazer um serviço do jornalito.
Depois é limar o artigo e enviar. Ainda não vi as fotos. E só vou ficar contente quando o vir publicado. Ah, e é verdade - mal me lembrei de ti hoje.