sábado, 5 de dezembro de 2009

Sexo proibido


Esta merda de natureza aos altos e baixos é tramada. Por natureza não quero ou consigo andar na linha, na normalidade, regularidade, continuidade. Tenho uma puta de alma de artista e nem sequer tenho grande arte.

Estou ansiosa, o editor não me disse nada de nada. Ontem estive à cumbersa com o meu querido Sr. Miguel. Não sei como é que a conversa foi parar à família e acabei por lhe contar aquela tragédia. Ficou tão revoltado...

Eu fiquei frágil, frágil e acabei por convidar online o realizador, fã das minhas crónicas, para sair. Tipo, sim ou sopas. E lá fomos. É como pensava, educado, mais velho e tímido, muito tímido, fiquei descansada. A meio da noite decidi. Pois és mesmo tu, é mesmo hoje. Mas não foi. Quando era para ser, recolhi-me e, assim que ele saiu muito educadamente, fiquei num pranto.

Claro que esta angústia toda, estes sentimentos ao rubro, devem-me em grande parte à copofonia dos últimos dias. Não posso esticar-me nessa área e tenho-o feito. Depois fico um farrapo. Vamos fechar essa porta. Mas ela não fecha este amor, ou necessidade de amor. Nem sei se é de ti que gosto ou do amor que vivi contigo. Da minha parte foi amor, da tua, deve ter sido mais uma peça de lego que é essa tua cabeça de puto a quem a cota da tua ex-mulher fodeu por completo.