segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

mau de todo

Dormi até tarde, falei uma hora com a minha mãe ao telefone, como se falasse com uma amiga. Falei com uma amiga que me vai mandar erva de Amesterdão. Declinei a sugestão da minha mãe em trazer uns frangos, cometi um pecado e peguei no carro, pois o minipreço é uma merda, e fui ao Pingo Doce. Fiquei com 2 euros. Eles jantaram, trouxeram a despensa atrás e não deixaram uns trocos.

Já tinha ligado ao produtor realizador que me contou o dia dele. “Lá estou eu a contar-te a minha vida”. Disse que ligava depois. Nunca sei como vou estar depois de um jantar com a família.

Correu bem, a jardineira estava maravilhosa, modéstia à parte. Escrevi a crónica sobre ela, ou melhor, sobre eles, mentalmente. Mostrei-lhes as fotos das férias e fiquei com um vazio enorme.

Liguei outra vez ao produtor realizado que já vinha a caminho. Achei piada à iniciativa mas disse-lhe que era atrevido. “É atrevido mas não abusivo”. Gosto das frases que diz.

Pensei em lhe dizer que gosto de estar com ele mas preferia trabalhar, que isto está a ser muito rápido mas que ele me faz sentir bem. Faz.

Acabámos por tocar no assunto e falou mais ele do que eu. Depois saiu a correr para apanhar o último metro. “Posso beijar-te ou não?”. Pôde, gostamos ambos. Depois saiu porta fora e eu meti-me na cama. Não trabalhei nada para o jornal mas não foi um dia mau de todo.