Entropia, eis a palavra certa para a minha vida. As coisas começam a acontecer em catadupa mas, no fim, passou-se muito pouco e eu perdi muito tempo e energia.
Estou na última fase da odisseia do anão. Porque não separei o trabalho do lazer, levei com o filme de um tacanho, armado em estrela de cinema, que me ia deitando por terra a oportunidade da revista. Tenho de saber mais e não deixar que pessoas pequenas me fodam a vida profissional.
Nessa odisseia, a actriz fez tudo o que pode e não pode junto ao anão e, como lhe habitual, fez-me ver como as pessoas são, como funcionam. Sem ela, duvido que tivesse conseguido. O professor desdobrou-se em contactos para uma alternativa, escutou-me, amparou-me, como tem feito sempre. Ensinou-me que não se desiste, vai-se de outra maneira. A produtora que , não obstante os seus problemas do coração, escutou-me, ligou-me e escutou-me e ligou-me. O Reis escutou-me e escutou-me, deu-me objectividade, uns mimos e um orgasmo. Vai fazer a revisão, o que me dá uma enorme segurança. O vizinho gay tem sido a minha companhia nas saídas culturais, o meu motorista, o meu “maior fã”, como diz, e mais um a fazer-me ver como devemos funcionar com as pessoas. Hoje deu-me uma árvore de natal feita por ele. Linda, colorida. E ainda o Sr. Miguel. O querido Sr. Miguel, a sua sabedoria e alegria. E o ex que foi o salvador do Big e ainda me quis oferecer o carregador, reabrindo uma ferida que começava a cicatrizar. E o querido melhor amigo dele, fotógrafo, que me deu toda a força, fez tudo para que o nosso trabalho resulte e ainda ficou embaraçado quando lhe disse que me devia ter apaixonado por ele em vez do ex. E devia.
Hoje tenho a cabeça em água porque não resisti ontem em aliviar a pressão nos copos . Correu bem, encontrei o meu primo preferido e pessoas que me apreciam. Podia não ter corrido.
Mas amanhã, vou fazer aquilo para que estas pessoas todos se esforçaram: um grande artigo sobre um gajo tacanho. Sei que vou conseguir, tenho tudo o que preciso: amigos a torcer por mim.