
Bonito. Simples. Não é um filme exuberante "à Almodóvar”. Dizem que é triste. Não achei.
É sobre aquilo que o amor nos dá que a morte não consegue tirar. Conseguir ser feliz depois da trágica perda, da incomensurável dor.
Abrazos Rotos são as mãos dele encima do ecrã da televisão, como que a tocar o beijo digitalizado. O último. “Amplia” diz ele.
Abrazos Rotos são fotos e fotos rasgadas pelo ecrãn inteiro.
Abrazos rotos” recordou-me o prazer de descobrir nas fotografias que tirei algo que não vi na altura.
Saí do cinema com a barriga cheia, acompanhada de uma amiga que ficou sem saber se gostou ou não. Concordámos que devia ser um bocadinho mais rápido, menos uma cena aqui e ali.
De tarde vesti o personagem do “ai, ai, ai, que vou ter que me zangar” para pôr a seguradora a trabalhar. Voltei ao escritório ao som de Liliy Allen. Já conhecia mas só hoje a escutei.
Correram bem as coisas no escritório. Tenho de continuar a mexer-me.
Este foi um bom dia e a última emoção que senti antes de o começar foi a tua boca.
Virei-te costas e deste-me um apalpão por baixo da mini saia, que nem um atrevido.