São muito tristes os textos que estão para trás. Defendo-me de escrever sobre os momentos perfeitos, íntimos, só nossos. Ainda bem.
Hoje já acordei um pouco com fé. Acordei também com um deadline apertado como há muito não tinha. E lá veio a inquietação.
Mas ouvi música, arrumei a casa e arrumei-me mim, falei com amigos, ouvi mais música e achei ridículo que não me devolvesses uma chamada. Liguei-te de novo e de novo não atendeste. Deixei-te uma mensagem de voz tranquila. Mandaste-me uma escrita a dizer que ligarias dali a uma hora. Dali a uma hora ligaste. Falámos de Macs, da festa do filhote e, a custo, (prometera a mim própria de que não ia falar de nós) falámos de nós. Foste objectivo. Estás subjectivo. Deixa rolar, sim, também quero deixar rolar, por muito que seja ingrato. Desligámos como bons amigos mas com distancia.
Depois, quiseste postar uma nota minha no teu mural do facebook. Acabámos ao telefone a tentar resolver a coisa, gozando eu com a tua perícia informática.
Contaste-me um pouco mais da tua complicada agenda. Vais ao Alentejo amanhã. Prometeste-me um pão alentejano, ou dois, ou um a meias para os dois. Foi elegante. Desligámos.
Tenho os textos todos para escrever e o David Byrne a ecoar pela sala. Vou deixar rolar e escrever os textinhos que pagam o mísero ordenado. São para fazer, não para levar a sério.