
Na minha cabeça seria na quinta à noite. Fiquei triste que não nos tivéssemos encontrado antes para um filme, enroscados no sofá, que é o que me anda a fazer falta. Ter-te ao final do dia, enroscado comigo no sofá a descansar a cabeça e a sentir-te todo junto a mim.
Mas foi só na sexta, por mensagem, que me convidaste para um concerto. Eram dez e meia da manhã. Percebi que estavas contente com o programa, em me veres.
Olhei para o dia que tinha pela frente e fui em frente. Ainda comprei langerie e uns trapos baratinhos. Percebi que o trabalho de escritório podia ser adiado. Arrumei a casa, experimentei toilettes e eis que uma valente cólica me dobrou, levou a energia e me espetou no sofá durante duas horas.
Telefonaste e apareceste. À entrada tentaste-me tocar, mas eu, muito empenhada em mandar um sms, desviei-me. A partir dai, passámos a estar ali os dois a falar de coisas interessantes e afins. Mas não havia nós.
Saímos para o concerto.