quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Verdadeira

Preciso só de saber como vieste de Tenerife. Se vieste em fuga para a frente com o super-homem ligado, pois deixo-te um taparuer de rancho à porta. Ponto, final, parágrafo. Se não, vou levar-te o rancho e dizer-te para cresceres. Comigo, sem merdas, com medo, até que medo temos todos. Estou farta de jogos, de nins, de nada.
Num impulso liguei-te a dizer que tinha algo para te dar para a semana, que esta estava complicada. Deixei isto em mensagem pois não atendeste.
Ligaste de volta, felizmente estava ao telefone com a a coleguinha do bom senso e não atendi nem respondi. Depois fiz o essencial e dormi em vez de trabalhar ou ir ao cinema.
Agora vou dormir outra vez, amanhã tenho dois serviços e continuo sem saída para a minha vida.
Seja como for, vou ser verdadeira. e tu, ou bem que me fodes ou vai te foder.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sister

Estou muito cansada, amanhã desenvolvo o dia surreal que tive. Estava eu tão linda a acordar cedo e a fazer por mim quando um dia de merda (que nos acontecem a todos) fez-me ir às guloseimas. Não queria estar sozinha. Fui ter com a sister. Depois ela veio cá. Foi dos serões mais tranquilos que tive, com guloseimas. As nossas histórias são de facto muito semelhantes. Fiquei a perceber-te melhor, muito melhor.
Depois tive de dormir o dia todo. Já estou na cama. Amanhã regresso à "normalidade".

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Early Sunday

São quase 11 horas e morro de sono. Tratei do telemóvel e mais umas coisas. Enviei um artigo, visitei a irmã do ex que não abriu a boca sobre ele. Melhor assim. Passei pela querida amiga produtora que me deu um saco de prendas para a casa. Tão querida. Antes, ao inicio da tarde fui ter com um amador de vídeo que faz mergulho para trocarmos impressões. Tem projectos em manga, gostei dele... vamos ver. Para já tivemos empatia. Ele ficou de me iniciar na edição vídeo. Era bom.

Depois pensei em ti. Que merda! Vi agora que a tal espanhola é solteira, não está em nenhuma relação. Bom, vou mas é para a cama se quero mesmo mudar de vida.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

land

Patinei esta semana. À brava. Para alem das guloseimas que me trocaram por completo os sonos, espetaste no face que estavas em Tenerife (a terra da espanhola) a curtir milhões. Depois, respondeste todo simpático a uma mensagem que te escrevera para perguntar se querias o Big de volta. Pois pedias desculpas de não responder antes pois por causa das “ressacas e preparativos para a viagem” não tiveste tempo. Remataste com beijos. Fiquei furiosa. Ainda me dizias que tinhas andado aqui a curtir e beber copos com a espanhola. Não foi o meu coração que beliscaste, foi o ego. Lá fui ter com a amiga de sempre para me dar apoio, pensei mesmo em ir para fora uns dias para perspectivar mas, não tenho como.

Voltei de Cascais com vontade de ver o amigo da faculdade, já fora das horas dele. E falei e falei e levei uma guloseima.. Pensei que finalmente ia libertar a minha líbido com alguém que gosto. Mas, depois de lhe fazer um broche com gosto, declinou os afectos. Percebi que não era por mim, estava doente e sai. Vim para casa, lá vi mais um porno e saí decidida a ir dançar. O Music estava fechado... de maneira que fui ter ao Copenhaga. (tinha falado com a amiga actriz que andava pela noite mas desencontrámo-nos). Ora ali estou eu a beber Coca-colas, tranquila e dou de caras com um dos tipos das PF para onde mandei o CV para o novo canal. Foi simpático e deu-me o mail para ver o CV sem promessas. Depois comecei a falar com um tipo que me conhece há anos, daquela altura em que a noite era interessante. Lembrava-se de imensa coisa. Foi agradável a companhia e, depois de um convite para casa dele, só para uma guloseima, viemos para a minha. A conversa estava tão boa que não quis nada com ele. E nada aconteceu.

Depois, bateu-me tudo por ti. Tudo. Tive-te raiva pela lata de espetares no face que andas por Espanha a divertir-te milhões e a comer a tal espanhola. Foi tudo abaixo. Chorei por nós, pela minha vida que não consigo fazer andar para a frente.

Depois tive calma e, contrariamente ao meu bom senso, inventei um personagem do face para espreitar o mural da espanhola que me aceitou hoje. O que descobri? Que não estás ao pé dela, ela deve estar a ir ter contigo para “cozinhares”, anda não sei onde a curtir o Carnaval. Terás ido sozinho ou estarás em casa dela enquanto ela foi não sei onde? Seja como for, fiquei mais tranquila, tenho vontade de, depois de voltares, ir a tua casa e dizer que te amo, quase que tive para o dizer no face. Mas não, é preciso dar tempo ao tempo.

Amanhã vou tentar recomeçar os planos que tinha de coisas para fazer. Pelo face, no clube das trocas, há um tipo que vem cá arranjar os fios e lâmpadas e o vídeo em troca de comidinha. Outro, deverei ir beber um café pois é editor e troca lições de edição pela elaboração de conteúdos. Talvez seja interessante.

Tenho o nokia novo com o cartão de memoria estragado. Vai ser um filme para o trocar...

Se não conseguir voltar a adormecer hoje saio da cama daqui a duas horas.

Estou triste porque há 10 meses que ando nesta relação que pouco me dá em troca e, quando consegui fechar a caixinha de emoções, eis que me espetas Tenerife no face. Pronto, pronto, vai lá tentar dormir e não te esqueças de amanhã saltar da cama cedo. Andas há muito tempo a perder dias.

PS: não escrevi que te amo nem nenhum disparate no face mas pus um post no meu mural a dizer que acordei de sobressalto de um sonho que tinha esta música. Uma mensagem subtil para te dizer que ainda te quero. Sou tão parvinha...

sleep



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"the love you receive, you take with you all your life"

Velas em vez de lâmpadas

Avec moi

Três dias, 3 guloseimas. Não resisti ao Xico que mora mesmo aqui ao lado. Três noite acordada, muito porno, face e muito porno. A amiga actriz veio cá dormir numa dessas noites. Não está bem ela. Dei-lhe o mimo que pude e, no dia seguinte, pu-la fora de casa para trabalhar. Apesar da cabeça vazia fiz tudo a tempo e horas. Depois lá fui ao Sobralinho receber o diploma, afinal não era uma placa de latão. Rumei a casa cansada, voltei a falar com o Chico mas ele não atendeu. Ainda bem.

No dia seguinte, liguei ao Chico logo depois de uma entrevista em VFX. Apareceu o meu amigo IP que, já no outro dia me tinha dito uma coisa bonita. E lá provámos a guloseima e depois provámo-nos um ao outro, rápido e sem stress. Fez-me muito bem. Mais porno e face, alguns emails e acordei cheia de frio.

Ouvi música até de dizer chega, coloquei-a no face o que teve muitos comentários, andei a aprender coisas sobre Little White Storm ( este é que o nome do Mac lindo), senti-me bem em ser autodidacta e decidi dedicar-lhe meia hora por dia – quero aprender a funcionar com a minha nova máquina sem ter que fazer telefonemas a ninguém. Falei com amigas por net e, depois de chegar à conclusão de que os restaurantes chineses não têm entregas ao domicilio, eis que tirei o cu da cama e, por 10 euros, comprei no japonês mesmo aqui ao lado uma sopa e uma caixa com 24 sushis e, no chinês, o crepe da praxe e a banana pá-si. Tudo isto na cama com um café fraquinho a rematar.

Ainda falei com a ex do meu ex (sim, refiro-me a ti), amanhã vou enviar-lhe o meu CV.

Segui mais ou e menos as noticias, tenho a cabeça em água e as pernas doem-me de tantos as abrir...

Ainda voltei a sair da cama para o 2º maço do dia. Tenho de tomar uma atitude mas, fumar é das coisas que mais gosto.

Liguei-te duas vezes. Ignoraste-me. Deves estar a tentar dizer-me que acabou de vez. Parvalhão, é assim com indiferença? Mandei-te uma mensagem seca a dizer que queria saber se querias ficar com o Big. Vais responder por email a dizer que não.

Já apaguei o teu telefone e, nesta altura difícil que, não fosse a ajuda do meu professor, o meu ex que sempre quis ficar meu amigo, desmarcou-se, sem que lhe tenha pedido nada. O puto do skate que anda armado em “estás a pressionar-me” (é mesmo de chorar a rir), anda a pôr uns likes discretos no meu mural. Hás-de vir comer na minha mão, logo verei o que me apetece na altura, até que o sexo é... muito, demasiado normal.

Vão os dois para o caralho! Mesmo, não estou zangada, estou farta de perder tempo com quem não quer saber de mim.

Já é tarde, tenho de dormir. Amanhã o dia tem de ser fora da cama, a fazer por mim.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Prémio da associação Frente Juvenil do Sobralinho

dia dos namorados sem nós

Amanhã é o dia de trocar a carta. Está certinho para as contas. Boa, tendo em atenção dois disparates que fiz.
Ia para aqui escrever sobre outros mas... deixo no título. Estou mais só do que estava antes de um namorado que desapareceu há 4 meses. É muito tempo para estar só.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Coming foward

Ao longo do dia do espelho trocado e do mecânico que ficou zangado de eu não ter aparecido de manhã, do cheque traçado que me levou a 4 bancos e ao Sr. Eduardo que me trocava cheques quando era adolescente. O dia em que a senhoria porreira me ligou quando estava mesmo a entrar para o banco, o banco onde é preciso ter um NBA para ter um cheque. Depois esperar pelo mecânico sem bateria no telemóvel, só com chuva miudinha. E a calma do atelier do gráfico da “quinta”. Falar com a amiga produtora com o nokia do mecânico no carro do amigo dele. À minha amiga cortaram-lhe a tv cabo e net sem aviso. Farmácia, comprimidinhos par a alma e a diferença entre gel de água e gel intimo. Durex, pois claro. Pouco trânsito em hora de trânsito. Ele, lindinho, tão simples que nem parece novo. Meu, com a transferência por fazer. Iva e islamismo. E a Catarina que tem 19 meses e quase só diz olá. Disse-me adeus. Bomba, Pingo Doce, Caixa, Sr. Jorge, casa. E o João do espelho que me pagou 60€ mas levou o retrovisor partido. E apagar números de telefone. E o email azul. E a editora cabra a fazer-me queixas e a aconselhar-me a mandar currículos. E depois, a “parte boa”, o prémio que a junta de freguesia do Sobralinho vai dar ao jornal pela cobertura que eu faço. E os tristes dos patroezinhos a pensar quem deverá ir receber a placa de latão.

No meu lindo white Mac (olha descobri o nome) pus o Itunes a fazer de dj. Lá me deu o estado de espírito que me traduz no face book. Ao som de Gui Boratto já te despiste para mim. Prenda de anos. Não me lembro do teu número de telefone. Nem de nenhum outro. Como disse à amiga actriz, no telefonema fora de horas: tenho um computador para rentabilizar, estou frágil, preciso de me focar em fazer coisas e cortar com quem não me faz nenhum bem por aí além. Sem falar muito nisso.

PS: vou experimentar o gel “íntimo”. Não é mais bonito dizer gel de água?



Carta azul

Olá professor,

Recebi a sua carta azul. Obrigada. Muito obrigada pela generosidade. Ela permitiu-me ter hoje um dia enorme de resolução de problemas. Começou com um telefonema para o meu médico a marcar uma consulta. De seguida fui ao mecânico para o 1º round de arranjos no carro. Ligou-me a senhoria quando estava no banco e foi compreensiva em esperar pelo desconto do cheque. Consegui chegar a tempo de ir buscar o novo Mac, branquinho, de qualidade acima da média. O revendedor da Aple convenceu-me a fazer o esforço de pagar o IVA mas ficar com dois anos de garantia. É esse o destino do artigo que escrevi para o jornal I que irei receber no final do mês.

Graças à sua carta, passo a ter em condições duas ferramentas de trabalho: o carro e o computador. São mais do que motivações para arregaçar as mangas e lutar mais um bocadinho por mim. Foram imprevistos que me deixaram numa posição tão frágil, é certo, mas computadores e carros avariados são imprevistos que fazem parte da vida. Da minha, sou eu que tenho de ser responsável por eles.

A sua ajuda foi preciosa e muito generosa, de amigo. Sei que lhe custa, pois o dinheiro custa a todos a ganhar. Obrigada pelo empréstimo. Pagar-lhe-ei como for conseguindo. Muito obrigada pela tranquilidade que sinto no preciso momento em que lhe escrevo, pelo alivio de ir falar com o Dr. Jara no dia 18, por não estar só. Não ando lá muito bem, e, infelizmente, reconheço os sintomas da tristeza, uma velha conhecida. Mas, precisamente por os conhecer, sei o que tenho de fazer para não a deixar acomodar-se. E o professor não me podia ter dado melhor motivação: acredita em mim, quando eu duvido. Obrigada, assim deixa-me obrigada a provar que tem razão, que mereço ser ajudada.

Quanto ao seu “egoísmo”, compreendo e respeito a sua sabedoria, queria apenas que percebesse que não lhe propus nenhuma troca ou negócio. Os amigos ajudam-se, trocam afectos, sem facturações. Mas pronto, respeito e admiro a sua atitude.

Sei que sou uma sortuda em o ter como amigo, sei que hoje estou tranquila porque me ajudou muito, com muito.

Espero que não se feche totalmente nessa conchinha e quero que saiba que estou à distância de um telefonema a qualquer hora do dia ou noite, por causa de qualquer coisa. Se precisar de falar, desabafar, rir, chorar, falar mal do Sócrates ou do Sporting.... ligue-me. Os amigos servem é para as ocasiões.

Continua em aberto o convite para provar os meus cozinhados. Não desapareça, gosto muito de si. Mais do que pensa.

Espero que esteja recuperado da intervenção e com a moral em cima. Tem de ser, não é?

Mais uma vez, obrigada, tome lá um beijo na bochecha: Chuack!


PS: Ocorre-lhe algum tema para a revista da fundação?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

02h 53 m

Dei voltas no facebook, dei conversa a quem não estava para aí virado. Desliguei o portátil para ver séries que se repetem na TV. Já pensei ligar-te, escrever-te um email. Até que, numa cena bonita entre um pai e uma filhota numa série repetida, desatei num pranto. Quero os meus filhos, quero a minha família e tu fizeste acreditar-me que me querias dar isso. Depois fizeste como faz quase toda a gente que me conhece: encanta-se e depois desencanta-se de vez. Sem sobrar nada. Sei que não estou bem, eu sei. Por isso mesmo precisava de ti aqui a abraçar-me. Vistas bem as coisas, sempre me ajudaste com a minha vida prática: dinheiro, computadores, etc. Mas nunca me ajudaste comigo. Tens razão preciso de alguém que esteja cá para mim e já me fizeste questão de dizer que não és tu. Não deves ser provavelmente. Mas a maneira como me amaste e deixaste, deu cabo da esperança, da pouca, que tinha em mim. Apetece-me vestir o sobretudo e ir bater-te à porta. Estou tão triste, tão sozinha. Passo diariamente ao lado da vida que quero, que nem sei qual é, até a ver passar.

este dia está mesmo quase a chegar ao fim

Ontem foi difícil. A amiga produtora ajudou a fazer as contas Acalmei um pouco pois percebi que nem fiz nenhum grande disparate, tive foi muitos imprevistos, todos seguidos. Depois falei com o professor. Chorei. Achei-o distante. Disse que me ia enviar uma carta. Nada mais. Tive de sair à rua depois do telefonema. Encontrei um conhecido antigo que me fez uma grande festa e um grande charro de erva. Percebi que estava perdido, percebi que ajudou estar comigo, foi para casa direitinho, até que eu declinei o indirecto convite. Ainda passei por casa da amiga actriz que estava muito enfiada no face. Vim para casa a acreditar que ia acordar bem, fazer as minhas entrevistas, etc., etc.

Desmarquei ambas, só saí da cama para ir ao correio. A carta não tinha chegado. Fiquei por aqui e, num esforço transcendental (ajudou o facto de não ter cigarros) lá saí à rua sem tomar banho, sem destino. Quis ver o mar. Ontem fui a Cascais mas só olhei para ele de esguelha. Hoje quis conduzir (pois que há 3 meses que não o fazia), liguei ao amigo que me faz rir sempre que foi ter comigo, levou-me a uma esplanada com o mar a rebentar-me à frente. Depois ainda me disse que sou muita exaustiva e essa é a imagem que as pessoas retêm. Fiquei triste, pensei que tinha ultrapassado essa imagem. Depois falou do puto do skate (e aí fiquei sem saber se o exaustiva era em referência a ele ou geral). Depois de ontem ter ido à galeria ter com este amigo que não apareceu e, em vez dele, estava lá o puto do skate, o que fez mesmo parecer que ando atrás dele, lá fiquei a saber que o puto do skate me acha “chata” e até comentou com o meu amigo. Até foi bom falarmos sobre isso, acho que ele percebeu o ridículo da cena. E fiquei também orgulhosa de mim que ontem, sem pestanejar depois de sair da galeria, apaguei os telefones do puto do skate.

Ainda não tinha virado as costas ao mar.. liguei-te. Não atendeste. Deixei o amigo que me faz sempre rir, enganei-me no caminho e fui direita ao restaurante do tal conhecido. Já ontem lá tinha ido determinada a ir para a cama com ele. Felizmente estava de folga. Lá voltei para ir buscar o cachecol que me esqueci e fui tratada com indiferença total. Ainda bem.

No caminho para Lisboa ligou-me o meu pai para saber de mim. (há dias liguei à noite, com os copos à minha mãe a pedir colinho.... que disparate. Acho que ainda está muito ofendida). Depois ligaste tu a explicar que não tinhas atendido porque estavas na mota. Gostei tanto de te ouvir. Perguntei se tinhas planos para jantar. Disseste que sim. Ok, pronto. Depois ligou o realizador produtor a quem já tinha convidado para tomar café. Convidou-me para jantar e ver o derby. O Benfica ganhou 4-1.

Depois vi no meu mail que amanhã vai chegar a carta do professor. Estou um caco de ansiedade.

A seguir fui direitinha à tua porta. Apaguei o teu número à tarde, depois do telefonema, à noite estou parada à tua porta a fazer não sei o quê...

Não sei se vou ter dinheiro para pagar a renda, comprar um Mac, não mexi uma palha para o jornal (limitei-me a desmarcar entrevistas), ando a beber e a parar, começo a ter ataques de pânico, estou sem cabeça, sem esperança, sem alento, sem amor. Sobrevivem amigos que não permanecerão se continuar por aqui. Tal como tu colega da faculdade que não me dizes uma única palavra.

Estou assim, doente, a necessitar urgentemente de ir ao médico (preciso de 100

€) e depois de levar mais uma tampa tua, fui pôr-me à tua porta.

Não isto não é amor por ti, não nada disso. Isto tudo é só falta de amor próprio. Amanhã é um novo dia.

E só um pequeno GRANDE pormenor. Nestes dias nebulosos, a amiga de sempre foi comigo a Montemor, passou o dia todo comigo, aturou-me em Cascais no dia seguinte e hoje, perante um telefonema de pânico meu, ofereceu-se para vir cá passar a noite. Não deu para vir, mas ofereceu-se. Ando para aqui a escrever sobre gajos e gente que não me merece, é altura de passar a escrever sobre quem gosta de mim e mostra, uma e outra vez. Obrigada linda, fizeste toda a diferença.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Menos

Tenho receio de escrever ou antes uma preguiça transcendental. Afundo-me, assim, do dia para noite, em dias recheados de nada, em noites recheadas de ocaso. Contrariei o álcool 0, andei a deambular por aí com uma energia eléctrica que não me pertence. Lá tive os meus anjos da guarda.

Choro ao acordar e cada acordar é em si mesmo um martírio.

Não tenho dinheiro para a renda (como fui eu cometer esse disparate), não acho graça ao palacete nem a mim. Continuo ocupada com jantares, conversas sobre gajos e não aspiro ser nada.

Penso em ti, pois dessa forma não penso em mim. E, mesmo a pensar em ti, sei que penso em alguém que não existe.

Depois do fim de semana com o puto do skate, voltei a vê-lo numa exposição que afinal não foi. Não me ligou nenhuma, não me olhou nos olhos nem se despediu. Não me contacta no Face como fazia. Não sei porquê. O meu ego ficou beliscado, dava-me jeito um puto de sorriso arisco a galantear-me. O meu coração ficou intacto pois que está preso a um babe que não existe. Há 4 meses que estou presa a um sonho de quase seis. E pronto, foi esse o sentido da minha vida.

Fui ao cinema para não pensar, não sentir. Saiu-me um filme de merda com bons actores. Aos tempos que, quase sempre que vou ao cinema, vou para desocupar a cabeça. Costumava ir para a ocupar.

Já meti outro comprimido da branca de neve. Quero dormir. Quando acordar sei que devo ir nadar à piscina, arrumar a casa, fazer contas e perspectivar soluções, escrever o post para a Susie, ir ver o mar com o amigo que vive do ouro lado da ponte, escrever mais uma crónica para um livro que nunca irei editar, mudar os móveis da sala.....

Hoje quase que paniquei por estar sozinha mas o pânico é ainda maior com os outros.

Estou doente, triste, tenho de ir ao médico mas também não tenho dinheiro. Não tenho dinheiro, sonhos, ambição e, com esta atitude, facilmente deixarei de ter amigos. Yap, os dias maus são como os bons, também passam.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mais e menos

Tão disperso o último texto. Um pouco como ando. Talvez seja de facto daquelas pessoas que, por mais que tudo esteja bem, há sempre alguma coisa que não está. Talvez.

Mas, de facto, passei o fim de semana em casa do puto do skate, o tal que de puto pouco tem. Simples, sem grandes palavras, quase sem beijos fora da cama, mas muito cool. De facto, passar 48 horas em casa de alguém que não conhecemos e fazermos um fim de semana de cozinhados, compras no super-mercado e filmes, é qualquer coisa. E, apesar de ele dizer pouco, leva-me café à cama, compra-me o jornal e tabaco e está sempre a pôr-me à vontade. E, cada vez que começo a achar que o puto já não está a fim, eis que me aparece no Face a brincar comigo. Nada mau para alguém que me caiu do céu aos trambolhões. Na 5ª feira disse que ia comigo a Montemor buscar a minha adorada carta de condução.

Entretanto, feitas as contas, ainda não as paguei todas, já não tenho dinheiro. Nem Mac, nem dinheiro para nada. Não obstante, venho de um jantar de amigos, tenho planos para o teatro e outras coisas. Tenho amigos que me prestam atenção. Tenho muita coisa.

Mas, continuo a acordar sem vontade de sair da cama. Hoje tive um novo ataque de choro. Acho que estou doente. Terei que ver isso, não volto nesta vida a ter uma depressão. Não posso, já sofri demais, já perdi anos de vida.

Sei há muito qual é a questão. Não acredito em mim. Nem para escrever uma cena para o realizador produtor, nem para escrever para o jornal nacional, nem para nada. Será que será sempre assim? Será que nunca irei pegar a minha vida pelos cornos?

Quanto a ti, que me mandas o código errado para fazer um reset ao Mac (conheço-te tão bem, fizeste de propósito para que te ligasse), não me mereces mais comentários.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Password

Já não pertences aqui. Decidi deixar de falar de ti, escrever sobre ti. Ainda não consigo deixar de pensar em ti, estou ainda agarrada ao gajo egoísta e indirecto e o babe, cada vez mais escondido.

Continuo a ver o puto do skate que de puto pouco tem e, apesar da timidez, toma iniciativas. Só não me beija sem ser na cama, ainda não percebi bem porquê.

Temo-nos feito companhia um ao outro, falamos, jantamos, saímos e fodemos sempre com simplicidade e tranquilidade. É leve estar com ele, sinto-me leve e não ocupo a cabeça.

Escrevo em casa dele. Ontem, em mais um desencontro que tem caracterizado a nossa relação, disse-me ao telefone às três da manhã: “Hoje não vou aí, mas amanhã apanho-te para almoçarmos junto ao mar, vens trabalhar para minha casa e vais ver que vamos ter um dia fixe”. Pedi-lhe que me trouxesse flores, riu-se mas não trouxe.

“Olha, não achas que nos estamos a ver muito”?, perguntei. “É o que te disse no outro dia, não quero magoar ninguém, vamos devagarinho e falamos amanhã”. “Está falado”, respondi, assim é que se fala, não é preciso dizer mais nada.

Entretanto tu espetaste no facebook um coração para uma espanhola de merda que está ou esteve abancada em tua casa. Uma espanhola que, na altura do telefonema que fizemos, ainda não tinhas fodido mas, ao perguntar-te se a ias foder, respondeste “não sei”. Esta frase foi precedida de um dia em que te mandei 3 mensagens decadentes, às quais respondeste com um “ligo-te depois, beijos”. Ligaste ao final do dia, disse-te que comprava o teu Mac. Depois de um silêncio, com uma voz meiga, perguntaste se não tinha mais nada a dizer. Não tinha. Depois de desligar percebi que querias conversar ou qualquer coisa de género. Liguei-te, atendeste ao primeiro toque e disse-te a verdade. Que estava doente (ai o que eu bebi na noite anterior), que estava menstruada e não queria nem conversar contigo nem foder-te. Queria que me trouxesses uma sopa e visses um DVD comigo. Precisava de ti.

Já tinhas dito que os teus planos eram um banho de imersão e cama. Mas, depois de te pedir para vires ter comigo, disseste então que tinhas a espanhola em casa e que ainda não sabias se a ias foder. Não o disseste desta maneira, respondeste apenas às minha perguntas. Fode-a lá à vontade, aposto que não lhe consegues dar um orgasmo.

Eu, estou à espera que o puto do skate acabe o logótipo que está a fazer para me ir dar de jantar. Está-se bem. Mesmo. Só gostava que ele me beijasse mais vezes, sou uma beijoqueira inveterada. O beijo é a password para cada um de nós.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Uma da manhã

Uma semana e meia, tantas aventuras e tudo na mesma. As contas acumulam-se, pelo meio jantares improvisados com amigas, boa disposição, uns copitos, pois às vezes tem de ser.

Do nada, inesperadamente, surgiu o artista plástico, o puto do skate que, numa aventura me fez sentir gira, sexy, sem pesos de consciência contigo. Diz o que tem a dizer, até à data não faz joguinhos e tem umas respostas giras. Não, não estou nem aí a apaixonar-me ou outra coisa qualquer. Mas é bom, para variar que, sem grandes palavras, alguém me diga as coisas certas na altura certa.

Não me apetece escrever, nem contar aqui o que tem acontecido por aqui.

Hoje tive o embate de uma semana agitada. Sinto-me nua, sozinha, apesar de saber que são efeitos pós semana a abrir.

Pelo meio, tenho um computador a morrer, sem perspectiva de comprar outro. Ando amarrada pelo dinheiro que não existe, não me apetece escrever, tirar fotos, lutar por uma vida melhor. Nada.

Ontem, entre adormecer com o puto do skate a tentar “raptar-me” da cama para estar com ele e acordar com uma amiga a convidar-me para um brunch, tive saudades tuas e liguei-te. Não quiseste tomar café comigo, estavas com o filhote “até à noite”. Fui para o brunch que acabou em jantar improvisado e daí fui ver o mar no Cabo da Roca. Sim, foi muito giro.

Hoje, tive a ajuda preciosa da amiga de sempre. Depois adormeci às 10 no sofá para acordar com vontade de te ligar. É quase uma.

Acho que preencho com os amores e os flirts o vazio da minha vida. Só penso na vidinha amorosa, só disso falo com as minhas amigas. Em vez de escrever sobre as nossas peripécias (pois que os homens são todos iguais), em vez de fazer mais crónicas e pensar em artigos para a revista, fico-me por aqui a escrever textos lamechas.

Não estou bem mas disfarço. Apetecia-me dormir nos teus braços, mas sei no meu intimo que já desististe de nós. Assim, como quem dá cá aquela palha. Acho que eu também desisti de mim. E não foi hoje. Mas, pois, sim, eu sei, amanhã é um novo dia e acordarei outra vez sem vontade de sair da cama.