domingo, 20 de setembro de 2009

Felizes para sempre

Nós foi tão bom! Nós foi começar verdadeiramente o dia, só quando nos encontrávamos. O nosso dia.

Nós foi acordar a teu lado e sentir-me logo feliz. Nós é o teu sorriso franco, aberto, lindo. Nós foi sexo, que não podia deixar de ser. Nós foi amor perfeito, feito sem pressa e amor voraz, até não ter mais energia.

Nós foi deixar de olhar para a vida apenas sob o meu prisma, o meu olhar, os meus interesses, sentimentos ou objectivos. Nós foi pensar a vida a dois, até a três. Nós foi sentir-me feliz todos os dias e perder quase o equilíbrio quando havia um problema nesse nós.

Nós foi crescer, como te disse um dia querer. Cresci contigo. Consegui ser ponderada, ter calma quando algo estava mesmo sem funcionar. Porque o melhor de nós foi esse quotidiano que fluiu com a leveza de quem já vive juntos há muito tempo.

Nós foi todos os dias até ao dia que acabou. Sobraram apenas nós, coisas por dizer, escapadelas, desencontros propositados. Pressupostos. Os perversos pressupostos. Mais do que com nós, fiquei embrulhada num novelo com o peso de uma tonelada.

Serve este blog para deslindar esses nós, desfazer esse novelo que me fez perder as coordenadas mas não me fez perder a mim. Não fiquei como estava porque sou uma pessoa diferente. Mesmo que estraçalhada, meio desfigurada, frágil, frágil, continuo a acreditar no amor, na capacidade de ter e viver um amor, na capacidade de ser feliz.

E continuo a querer o pacote todo: um príncipe encantado. De todos os sapos que beijei, tu foste o único que se tornou num príncipe. E fomos felizes para sempre até me dizeres, olhos nos olhos, que não vias futuro para nós. Que consumimos a magia.

Ainda não sei, ainda não consigo perceber se, bem lá no fundo, és um sapo ou o meu príncipe encantado. Sei que te amei, que te amo e, caso não me queiras mesmo mais (pois a esperança ainda por aqui vive, vê lá tu), terei que resolver os meus nós, ser quem quero ser, e acreditar que vou acordar um dia e já não te querer.