segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ending

Acordei às 9 horas e esperei até às duas para que ligasses. Tomei café, li o jornal, fiz a horrorosas contas dos kms que me devem. Enrolei cigarros atrás de cigarros. Obriguei-me a fazer uma salada para almoço, sem ter apetite algum. Foi só juntar umas coisitas mas o prato ficou ali na bancada. Finalmente vinhas aí.

Não te dei hipóteses para me deixares falar e argumentar e discutir e acabar contigo. Era mais fácil para ti, não era?

Mais uma vez tive calma, fui ponderada e ouvi, petrificada, dizeres-me olhos nos olhos que não vias futuro para nós. Que a magia tinha acabado, que tinhas muita coisa para tratar na tua vida, que eu já não estava na tua cabeça. Deixei-te falar e disse-te depois, com contenção, da crueldade com que foste dissimulado e fizeste tudo por tudo para que me passasse, me irritasse, me sentisse magoada e te mandasse à merda .Mas devo-me a mim a dignidade de me aguentar. Afinal, apesar de todas as minhas dúvidas e inseguranças, sou uma senhora.

Não sabias o que dizer, fazer, ou como te ias embora para o tal casamento que, quando chegaste, me perguntaste se íamos os dois.

Não resisti a chamar-te babe, a abraçar-te e beijar-te. Mas afastei-te quando te ouvi dizer o quanto queríamos que fossemos amigos.

Olhei para a porta e saíste e eu cai sentada no hall a chorar.