Só depois de lhe enviar a mensagem é que percebi o tamanho do seu disparate. E chorei, tal como da outra vez. Voltei ao miradouro e deixei-me estar por ali a ver o sol ir-se embora.
Conduzi para casa e jantei na tasca aqui do bairro, enquanto vi o Porto derrotar o Sporting. Recolhi a casa e fiquei anestesiada com uma série televisiva de que tenho os episódios todos.
Acordei com a mesma tristeza. Mas depois de dois telefonemas decidi ir votar, apesar de não ter cartão de eleitor, e dar um pulo à praia.
O conforto de jantar fora ontem, meter hoje gasolina no carro, o depósito que vou fazer amanhã, os dois livros para ler (comecei pela Alexandra, estou a gostar) não resolvem os problemas amorosos nem os profissionais. Ajudam muito e deram-me mais segurança e tranquilidade para acordar amanhã e acreditar que sou gira, inteligente, emotiva e aquelas coisas todas que disse. É mais fácil acreditarmos em nós quando os outros acreditam.
Quando fizer de mim a pessoa que quero ser, ofereço-lhe um jantar no Gambrinus.
Obrigada por ser meu amigo-
Um beijinho
PS: envio em anexo o meu CV, o texto da culpa (tem ainda de ser limado, há muitos pormenores pessoais) e várias crónicas do A olho. Leia quando puder sff e dê-me uma opinião, tal e qual como se estivéssemos numa oral e eu lhe aparecesse pela frente com a farda da TAP. Ok?